Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2009 |
Autor(a) principal: |
Sala, Mauro [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/90279
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Resumo: |
Este estudo faz uma crítica às pedagogias do “aprender a aprender”, sobretudo, a partir da relação entre educação e trabalho. Assim, centramo-nos na proposição feita por essas pedagogias de que as empresas modernas, flexíveis e intensivas na aplicação de conhecimentos, teriam um paradigma de funcionamento que proporcionaria aos indivíduos o desenvolvimento pleno de suas melhores capacidades. Aqui, fazemos a crítica dessa proposição mostrando que uma visão apologética das transformações do mundo do trabalho, por uma valorização unilateral do conhecimento no seu processo, não apreende concretamente seu desenvolvimento desigual, não podendo nem ao menos captar suas principais tendências. Mostramos também as transformações desse discurso e sua função no processo de reestruturação produtiva capitalista, que alteram substantivamente a relação entre a educação e o trabalho (marcada agora pela individualização das “competências” e pela empregabilidade), alterando também a relação entre o ensino dos conteúdos e a adaptação. Coloca-se a centralidade dos conteúdos no processo pedagógico, ao passo que se muda a definição desses conteúdos, que mais que conceitos e fatos, passam a incorporar valores normas e atitudes necessárias à adaptação à nova organização do trabalho e às novas tecnologias. Os valores, normas e atitudes passam então a compor os conteúdos escolares, sobretudo, por sua relação com as necessidades da “nova organização do trabalho” e das transformações tecnológicas em seu processo, como se elas conduzissem ao “desabrochar das melhores capacidades dos seres humanos”, e não significassem maior precarização e intensificação do trabalho, por um lado, e simples desemprego, por outro, ou seja, maior sofrimento. Em poucas palavras: a relação entre educação e trabalho nas pedagogias do “aprender a aprender”... |