Divulgação do conhecimento químico: feira de ciências fundamentada na história da diabetes no decorrer século XX

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Lunardi, Cátia
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/181624
Resumo: O este trabalho apresenta como proposta atividades de ensino que possam favorecer uma aprendizagem reflexiva, que contribua com a base formativa discente. À vista disto, conceituamos nas aulas de Química, que compreenderam esta pesquisa, a concepção sobre as Transformações Químicas, assunto norteador do Currículo do Estado de São Paulo para a 1ª Série do Ensino Médio. Ao promover este ensino buscamos estratégias de ensino que pudessem integralizar esse saber com outros das diferentes disciplinas da Base Nacional Comum Curricular, com vistas as Ciências da Natureza, uma vez que percebemos que no Exame Nacional do Ensino Médio há uma dificuldade, dos candidatos, em conseguir uma proficiência maior que 600, que indicam que o estudante foi acertando das questões mais fáceis até as mais difíceis. Para contemplar a aprendizagem discente foi proposto o desenvolvimento de uma Feira de Ciências, a partir do tema Diabetes, considerando momentos históricos do século XX que impulsionaram o conhecimento sobre esta doença, estruturando referências até hoje conhecidas pela comunidade científica. Previamente a Feira de Ciências houve um processo formativo junto aos estudantes de 16 aulas, na disciplina de Química, em uma escola de estadual de ensino integral de São Manuel/SP. A organização das atividades pedagógicas foram alicerçadas nas considerações feitas por Vygotsky na perspectiva histórico cultural do desenvolvimento do ser humano. Buscou-se acompanhar e compreender o desenvolvimento dos conhecimentos discentes desde o início das atividades até a finalização de todos os trabalhos por eles realizados, observando cada avanço ocorrido nas percepções cognitivas. Para a realização minuciosa desse processo registramos todas as falas discentes em um “Diário de Campo” da professora/pesquisadora e os alunos puderam fazer o mesmo com os diálogos do grupo em um “Diário de Bordo”, estes documentos foram analisados qualitativamente, por meio da Análise Microgenética. No início do processo formativo observamos uma limitação nas explicações dos estudantes sobre os assuntos abordados, que foram sendo melhorados com o decorrer das práticas pedagógicas mediante ao processo de imitação das explicações da professora e/ou utilização de princípios intelectuais dos textos de Divulgação Científica selecionados para contribuir com o processo de ensino e aprendizagem. Os diálogos promovidos entre professora-alunos e aluno-aluno propiciaram uma redução das dificuldades previamente identificadas. De maneira geral, observamos vários indicadores de apreensão dos conhecimentos oportunizados. As práticas desempenhadas foram pertinentes para que os alunos pudessem aproximar-se das atividades realizadas nos estudos científicos, sendo capaz também de compreender todas as dificuldades encontradas pelos estudiosos nesse percurso, até chegar a uma concepção aceita pela comunidade científica. A História da Diabetes possibilitou aos alunos uma compreensão de como o saber é construído gradualmente e coletivamente, sensibilizando os alunos para o ensino de Ciências da Natureza, mostrando o quanto esse aprender é diligente.