Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2025 |
Autor(a) principal: |
Pereira, Renato Augusto Pamplona [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://hdl.handle.net/11449/295498
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Resumo: |
O presente estudo investigou o desempenho fisiológico do feijão-comum (Phaseolus vulgaris) sob diferentes condições de adubação potássica e estresse hídrico. A pesquisa foi conduzida em casa de vegetação, utilizando um latossolo vermelho-amarelo de textura média. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, em esquema fatorial 2x6, com 4 repetições. Os tratamentos consistiram em duas fontes de potássio (fertilizante organomineral - e cloreto de potássio) e seis doses de cada fonte equivalentes a 0, 50, 100, 150, 200 e 250 kg ha-1). A irrigação foi realizada por gotejamento, com manejo baseado na tensão da água no solo. Foram avaliados parâmetros agronômicos (área foliar, massa verde, massa seca e número de vagens) e fisiológicos (assimilação de CO2, taxa transpiratória, condutância estomática e quenching fotoquímico). Os resultados mostraram que a adubação com FOM promoveu maior área foliar, massa verde e massa seca em comparação ao KCl, especialmente nas doses mais elevadas (200 e 250 kg ha-1). O número de vagens também foi significativamente maior nas plantas tratadas com FOM. Em relação aos parâmetros fisiológicos, a assimilação de CO2 e a taxa transpiratória aumentaram linearmente com o incremento da dose de FOM, indicando maior atividade fotossintética e eficiência no uso da água. A condutância estomática também foi maior nas plantas tratadas com FOM, sugerindo um melhor controle da perda de água por transpiração. O quenching fotoquímico, por sua vez, mostrou diferença significativa apenas na dose mais alta de FOM, indicando uma resposta diferenciada ao estresse em comparação ao KCl. Em conclusão, a adubação com fertilizante organomineral potássico mostrou-se promissora para o cultivo de feijão-comum sob condições de estresse hídrico moderado, promovendo melhorias no desempenho agronômico e fisiológico das plantas e na qualidade do solo. No entanto, mais estudos são necessários para avaliar a viabilidade econômica e ambiental dessa prática em diferentes sistemas de produção e para aprofundar o conhecimento sobre os mecanismos fisiológicos envolvido |