Estudo da variabilidade da frequência cardíaca em equinos durante o casqueamento com a utilização de feromônio materno equino

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Paula, Renata Alves de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
VFC
HRF
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/154512
Resumo: A equinocultura encontra-se em constante crescimento e por isso há um maior interesse em estudos científicos que favoreçam a relação homem animal garantindo consequentemente o bem-estar animal. Discussões são cada vez mais frequentes, envolvendo não só as formas de criação como também as práticas as quais são submetidos. A feromonioterapia é uma nova alternativa que vem sendo estudada a fim de tranquilizar e reduzir os problemas relacionados ao medo, ansiedade e fobia e limitando as manifestações do sistema nervoso autônomo e consequentemente o estresse a esses animais. Para tanto, o objetivo deste estudo foi avaliar a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) de equinos submetidos ao tratamento com Feromônio Materno Equino (FME) durante o procedimento de casqueamento. Foram avaliados 20 potros, com idade média de vinte e quatro meses, machos e fêmeas sem experiência prévia ao casqueamento que foram divididos em dois grupos (A e B) onde um deles recebeu tratamento com FME e o outro placebo (excipiente sem o princípio ativo), considerado randomizado e duplo-cego. Os parâmetros avaliados foram frequência cardíaca (FC), frequência respiratória (FR), glicemia, VFC e análise de reações comportamentais. O exame clínico foi avaliado em dois momentos sendo: M1 (20 minutos previamente ao casqueamento) e M2 (20 minutos após o casqueamento). Já a VFC, foi avaliada nos momentos pré, trans e pós casqueamento. Os resultados demonstraram que não houve diferenças estatísticas dos parâmetros clínicos avaliados (FC, FR e glicemia) em comparação com os grupos (FME e placebo) em relação aos momentos M1 e M2. A FC mínima, FC média e FC máxima e principalmente os índices da VFC (SDNN, SDANN e SDNNi, RMSSD e PNN50) também não diferiram quando se comparou os grupos nos momentos pré, trans e pós casqueamento. Embora não tenha ocorrido significância, observou-se tendência a diminuição dos parâmetros FC, glicemia e reatividade em um dos grupos, havendo percepção nítida de mudança no comportamento durante o casqueamento sugerindo maior tranquilidade dos equinos durante o procedimento, com a feromonioterapia.