Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Restan, Wilmer Alejandro Zamora [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/202829
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Resumo: |
O exercício crônico é utilizado como modulador do sistema autônomo e da manutenção da função sistólica e diastólica na espécie humana, sendo importante ferramenta não farmacológica na terapia cardiovascular. Sua utilização em cães com afecções cardíacas não faz parte dos protocolos rotineiros de tratamento. Ações benéficas do treinamento sobre a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e a dinâmica miocárdica, tanto em animais normais como enfermos precisam ser elucidadas, tornando-as alternativas para tratamento de cães com doenças cardíacas. Objetivou-se avaliar a ação do condicionamento físico sobre a VFC, assim como determinar a dinâmica do miocárdio de cães hígidos submetidos a um programa de condicionamento aeróbio (PCA) na esteira. Utilizaram-se 20 cães Beagles saudáveis, com idade entre 14 a 22 meses, distribuídos em dois grupos experimentais, treinado (T, n=12) e controle ativo (C, n=8), que não realizou o PCA. Obteve-se limiar de lactato (LL), sendo que sua velocidade correspondente (VLL) foi utilizada para a prescrição do PCA com duração de oito semanas, sendo que a carga externa foi de 70-80% da VLL, com inclinação da esteira em 7,5%. O efeito do PCA foi avaliado a partir da VFC no domínio do tempo por meio da análise eletrocardiográfica ambulatorial com Holter de 24 horas. Realizou-se avaliação da função diastólica e sistólica por meio de ecocardiografia convencional, tecidual e speckle tracking (ST). A VFC e ecocardiografia foram obtidas a cada duas semanas (M0, M2, M4, M6, M8) e dois momentos (semanas M0 e M8), respectivamente. Os dados foram submetidos ao teste de normalidade Shapiro-Wilk e análise de variância de duas vias para medidas repetidas no tempo. seguida pelo teste de Tukey-Kramer (P < 0,05). Constatou-se aumento nos cães treinados nas variáveis SDNN (P =0,008), SDANN (P= 0,008), RMSSD (P = 0,013) e pNN50 (P = 0,02) e redução da FCmédia (P= 0,001) e FC min (P =0,004). Em relação a dinâmica miocárdica, houve aumento do DIVEd (p= 0.005), DIVEd:Ao (p=0.005) e AE/Ao (p=0.025). A fracção de ejeção pelo método Simpson (FE) e o volumen diastólico do VE (VVEd) aumentaram com o efeito do exercício no grupo T, (p=0.039 e p=0.003) respetivamente. Na oitava semana, a relação E/A foi maior no grupo T (P < 0,001). O TRIV e o E/TRIV apresentaram efeito do exercício no grupo T (P= 0,049 e P= 0,035) respectivamente. O TRIV foi menor no Grupo T depois do período de condicionamento, por sua vez o E/TRIV apresentou um aumento com o exercício. strain aumentou depois do período de condicionamento (P <0.001). O strain rate no grupo T foi mais elevado quando comparado com o início do experimento (P=0.009). Estes achados indicaram que o treinamento prescrito com base na LLV foi capaz de elevar o tônus parassimpático cardiovascular, bem como incrementar as funções diastólica e sistólica, sendo que esta resposta pode ser aplicada para melhorar a função miocárdica tanto para promover a saúde como para reverter enfermidades cardíacas em cães. |