Proteína C reativa como biomarcador de sepse espontânea em cães

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 0025
Autor(a) principal: Magalhães, Laura Soares [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/295521
Resumo: A sepse é uma disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro frente ao agente infeccioso. O choque séptico é um subgrupo da sepse caracterizado por hipotensão arterial persistente com necessidade de uso de vasopressores. As citocinas inflamatórias liberadas na ocasião da inflamação estimulam os hepatócitos a produzir proteínas de fase aguda positivas, como a Proteína C Reativa (PCR). O objetivo geral desse trabalho foi avaliar quantitativamente a proteína C reativa sérica em cães com sepse e choque séptico. Os objetivos específicos foram avaliar a sensibilidade e especificidade da PCR para identificar sepse, correlacionar o resultado da mensuração da PCR com a pontuação dos escores SOFA, qSOFA, LqSOFA, AppleFull e AppleFast e avaliar a sua capacidade como biomarcador prognóstico nesses pacientes.Para tanto, foram selecionados 42 animais, sendo 31 em sepse e 11 saudáveis para compor o grupo controle. Foram colhidas amostras de sangue para realização dos exames laboratoriais como: hemograma, bioquímica sérica, hemogasometria venosa, hemocultura e mensuração da PCR. Materiais biológicos do foco da infecção foram colhidos e enviados ao laboratório de microbiologia para cultivo. Para a análise estatística, as comparações foram realizadas utilizando o teste de Mann-Whitney, subsequentemente, os dados da PCR sérica foram submetidos à análise de poder discriminativo por meio de curvas ROC. Com os valores de corte de PCR para mortalidade, a taxa de sobrevivência nos animais acima e abaixo do valor de corte foi comparada pelo método de sobrevivência de Kaplan Meier. Por fim, realizou-se a análise de correlação pelo teste de Spearman entre os níveis séricos de PCR e os valores obtidos nas escalas SRIS, qSOFA, SOFA, APPLEfast e APPLEfull. A PCR demonstrou alta sensibilidade e especificidade para diagnóstico de sepse em cães suspeitos que apresentem concentrações séricas maiores que 12,5mg/L. Quando associado às escalas SRIS, qSOFA, LqSOFA, SOFA, APPLEFull e APPLEFast, as concentrações de PCR podem ser utilizadas para prever mortalidade por meio da Síndrome de Múltipla Disfunção Orgânica.