Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Ribeiro Junior, José Wagner [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/154922
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Resumo: |
A Mata Atlântica brasileira se encontra altamente fragmentada e conta com menos de 15% da sua cobertura original, todavia, essas florestas ainda abrigam uma das maiores diversidades de anfíbios com alta proporção de espécies endêmicas e raras. As espécies enfrentam diversas ameaças como perda de habitat e doenças infecciosas nesse bioma. Dessa forma, é alto o interesse para entender como os anfíbios estão distribuídos na paisagem e respondem aos gradientes ambientais. Neste trabalho, nós usamos modelagem hierárquica bayesiana para investigar a probabilidade de ocorrência das espécies e comunidades de anfíbios e de seu fungo patogênico (Batrachochytrium dendrobatidis, Bd) em riachos da Mata Atlântica. No primeiro capítulo, nós investigamos como as espécies e comunidades de anfíbios respondem as covariáveis da paisagem (i.e., cobertura florestal nativa, agricultura, área da microbacia, densidade de riachos e inclinação do terreno), enquanto consideramos a detecção imperfeita das espécies. Nossos resultados demonstraram que a probabilidade de ocupação ao nível de comunidade foi positivamente relacionada com a cobertura florestal ao redor dos riachos (buffer 200 m), enquanto a agricultura teve um efeito negativo. Além disso, nossos resultados enfatizaram que a probabilidade de ocorrência ao nível de comunidade é maior em zonas ripárias de riachos menores com topografia mais plana, embora algumas espécies mostraram uma associação com riachos maiores. No segundo capítulo, nós avaliamos a contribuição relativa das variáveis locais do riacho, da bacia hidrográfica e de variáveis espaciais sobre a ocorrência dos anfíbios associados a riachos através de Modelagem Hierárquica de Comunidades de Espécies (MHCE). Nesse capítulo, nós consideramos a estrutura espacial hierárquica do sistema estudado e testamos quatro modelos representando possíveis vias de dispersão (i.e., dispersão terrestre, dispersão através do curso d’água e dispersão pelas duas vias). As comunidades de anfíbios estiveram principalmente relacionadas aos fatores locais do riacho e às características da bacia de drenagem, e essas relações foram mediadas pelos atributos das espécies. Encontramos baixo suporte ao papel da dispersão limitada ou excessiva influenciando a distribuição das espécies em nosso estudo. No último capítulo, nós avaliamos como a probabilidade de ocupação e detecção do fungo B. dendrobatidis, está relacionada com variáveis abiótica e bióticas. Nossas principais descobertas foram que a proporção de riachos da Mata Atlântica abrigando anfíbios infectados por Bd é alta (estimativa média = 75% dos riachos). Não contabilizar a falha de detectar o Bd subestima o número de riachos com animais infectados. A probabilidade de os riachos abrigarem anfíbios infectados por Bd foi positivamente relacionada com a densidade de riachos e inversamente relacionada com diversidade de anfíbios. Espécies reprodutoras terrestres demonstram maior prevalência de Bd. A cobertura florestal é positivamente relacionada com a prevalência de Bd, portanto a probabilidade de detectar o patógeno é maior em áreas mais prístinas. |