Estrutura da comunidade de anfíbios em poças temporárias em um fragmento de Mata Atlântica de Minas Gerais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Dayrell, Jussara Santos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
BR
Biologia e Manejo animal
Mestrado em Biologia Animal
UFV
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://locus.ufv.br/handle/123456789/2215
Resumo: A compreensão da influência das condições ambientais sobre a composição e atividade reprodutiva dos anfíbios pode facilitar o entendimento da relação desses fatores sobre a atividade das espécies, principalmente daquelas exclusivas de poças temporárias. Fatores abióticos e ambientais que influenciam na regulação do padrão reprodutivo e na estruturação de uma comunidade de anuros foram estudados em duas poças temporárias localizadas em um fragmento de Mata Atlântica no Município de Viçosa (20°45 S e 45°53 W), Minas Gerais entre setembro de 2007 e setembro de 2008. As variáveis utilizadas para explicar o número de espécies vocalizando e a abundância de machos vocalizantes de cada modo reprodutivo foi chuva diária, chuva total para as 24 horas antes das observações, chuva total para as 72 horas anteriores, chuva para as 24 horas posteriores as observações, chuva para as próximas 72 horas, temperatura média mensal do ar e níveis de água das poças. O índice de sobreposição de nicho de Pianka foi utilizado para investigar a possibilidade de competição entre as espécies por sítios de vocalização ao longo dos meses. As poças temporárias abrigam 15 espécies agrupadas em seis modos reprodutivos. A chegada das espécies às poças temporárias não foram sincronizadas, caracterizando uma colonização diferenciada de anuros ao longo dos distintos estágios das poças (sem água, formação, estabilidade e declínio), sendo essa sucessão relacionada aos modos reprodutivos. Todas as variáveis analisadas explicam o número de espécies vocalizando nas poças temporárias, com diferentes respostas às chuvas, temperatura do ar e hidroperíodo das poças. As variáveis temperatura do ar e hidroperíodo são as que contribuíram para explicar a abundância de machos vocalizantes dos modos reprodutivos, ao contrário das variáveis de chuva que não foram consideradas significativas. Há uma coocorrência entre as espécies com uso semelhante dos recursos de sítios de vocalização por mês, demonstrando que a competição interespecífica não influencia na estrutura da comunidade de anfíbios anuros das poças temporárias. Os maiores resultados de sobreposição foram encontrados entre as espécies filogeneticamente próximas, evidenciando a possível relação ecológica entre elas. Os resultados sugerem que a estrutura e o padrão de atividade reprodutiva da comunidade de espécies de anuros em poças temporárias estão ajustados por padrões específicos dos fatores climáticos e ambientais, respeitando as especificidades evolutivas e diferenças fenológicas de cada espécie e de cada modo reprodutivo.