Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Souza, Carina Teles [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/215760
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Resumo: |
Dentre as inúmeras discussões e polêmicas que fundamentam o trabalho com as questões de gênero na infância, esta pesquisa desdobrou-se em sua necessidade de compreensão, aprofundamento e desmistificação de olhares, para além dos muros da escola, pautando-se na discussão da articulação entre família e escola. Para tanto, este trabalho possui como cenário de desenvolvimento o contexto online de diálogo, abordando 23 famílias participantes e tendo como sujeitos de pesquisa não só crianças, essas entre 2 e 3 anos de idade, mas, também, seus familiares, os entendendo como indispensáveis no processo de ensino e aprendizagem. Com tal intuito, nesta investigação utilizou-se a abordagem socio-cultural, por meio de uma pesquisa qualitativa, pelo método participante, caracterizando-se, assim, como um estudo empírico, uma vez que a mesma se deu pela relação entre professora-pesquisadora, alunos, pais e equipe gestora. No desenvolvimento desse processo, a coleta de dados, assim como a sua análise e a aplicação das propostas elaboradas pautaram-se nas observações e nos registros da docente, nos compartilhamentos de mídias, informações e vivências pelos familiares e em questionários online aplicados a eles e aos gestores. Todos os instrumentos contribuíram para a construção de um contexto favorável que respeitasse as realidades das famílias envolvidas, sendo assim, as propostas aplicadas abordaram três temas de discussão sobre gênero, com uma linguagem acessível, objetiva e explicativa às famílias, assim como o fornecimento de materiais, direcionamento pedagógico e suporte em caso de dúvidas. Os resultados mostraram-se proveitosos, tanto para a discussão sobre a necessidade de se fortalecer esse vínculo entre família e escola, como, também, as possibilidades que o mesmo pode ofertar. Diante dos alcances da pesquisa, observa-se que a emergência da discussão sobre o tema é evidente para a maioria dos envolvidos e o maior desafio, no entanto, é o tratamento das desigualdades de gênero nas posturas e pensamentos interiorizados, que naturalizam as discriminações e exemplificam a normalidade dos estereótipos de gênero, afetando e limitando as vivências, assim como os pensamentos em ser menino e ser menina, deixando em segundo o plano o ser criança. Finalmente, espera-se que a pesquisa tenha gerado inquietações aos seus envolvidos, possibilitando novas percepções e reflexões para o aprofundamento no assunto e o trabalho com o mesmo, de forma que as reflexões expostas possam ser aproveitadas no desenvolvimento do tema em outros contextos, espaços e perspectivas. |