Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Souza, Larissa Nogueira de [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/213970
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Resumo: |
O fitopatógeno Bremia lactucae é o agente causal do míldio da alface. Essa é a principal doença foliar que incide sobre cultura da alface em condições de inverno. O monitoramento da variabilidade fenotípica dos isolados de B. lactucae contribui para a prospecção de cultivares resistentes. Assim, objetivou-se monitorar e estudar a compatibilidade sexual em populações brasileiras de B. lactucae e elucidar a ocorrência da reprodução sexual em alface (Lactuca sativa) e serralha (Lactuca serriola). Amostras foliares de alface e de serralha com esporulações visíveis de B. lactucae foram coletadas em 33 municípios de seis estados brasileiros e Distrito Federal. Os fenótipos de virulência das populações de monitoradas foram identificados com a inoculação da suspensão de 5 x 104 esporângios mL-1 em cotilédones de cultivares do conjunto diferencial de do código sexteto EU-C. As populações dos isolados de B. lactucae dos estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul compartilham seis dos 15 fatores de virulência avaliados. Foram encontrados 27 fenótipos de virulência e os códigos sextetos 31-00-02, 31-16-02, 31-24-02 e 31-01-02 foram os mais frequentes. Os genes e fatores de resistência das cultivares Argelès (Dm38), Balesta e Bartoli podem ser recomendados como fontes de resistência para o melhoramento genético visando resistência ao míldio da alface para as populações brasileiras avaliadas neste estudo. A predominância de alguns fenótipos de virulência, indica que a reprodução clonal é a principal forma de propagação de B. lactucae, no entanto a ocorrência natural de oósporos foi detectada em plantas de alface e serralha, na maioria dos locais amostrados. A variabilidade da virulência dos isolados brasileiros é resultado da flexibilidade do patógeno em se reproduzir sexualmente e assexuadamente, com alta incidência de isolados que foram considerados homotálicos secundários, sendo que a compatibilidade sexual B2 predominante, foi a mais frequente na população brasileira de B. lactucae, seguido por B1 predominante e B1 = B2. |