Morfologia do trato digestivo de formigas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Bution, Murillo Lino [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/99488
Resumo: A presença de microorganismos no trato digestivo de formigas da tribo Cephalotini (Subfamília Myrmicinae) e do gênero Dolichoderus (Subfamília Dolichoderinae), tem sido motivo de várias especulações entre os mirmecologistas. Entretanto não existem dados sobre muitas das características da relação destes microorganismos descobertos a menos de 25 anos, principalmente no que concerne os aspectos histoquímicos, enzimológicos e também ultramorfológicos. Assim sendo, foram realizados estudos comparados do proventrículo, ventrículo e do íleo de três espécies pertencentes ao gênero Cephalotes: C. atratus, C. clypeatus e C. pusillus, e do ventrículo de uma espécie do gênero Dolichoderus: Dolichoderus (=Monacis) bispinosus, objetivando buscar relações entre as espécies, assim como, diferenças enzimológicas e histoquímicas tanto da parede como do conteúdo de destas porções do trato digestivo, que possam ser utilizadas para a compreensão da função intestinal, bem como esclarecer quais e como os recursos alimentares são aproveitados em cada parte do trato digestivo. Das espécies de Cephalotes foram feitas análises ultramorfológicas. Os resultados tanto de natureza enzimológica quanto de natureza histoquímica de todas as regiões estudadas, apresentaram o mesmo padrão para todas as espécies. De 2 mesma maneira, a secreção das células digestivas colunares para todas as espécies estudadas, foi considerada como do tipo apócrino. Na tribo Cephalotini (Myrmicinae) e em Dolichoderus (=Monacis) bispinosus (Dolichoderinae) o pH levemente ácido presente tanto no lúmen do ventrículo, quanto no lúmen do íleo, permite a sobrevivência dos microorganismos nestas regiões do trato digestivo.