Relação entre desempenho físico e declínio da capacidade funcional da alta hospitalar em idosos brasileiros hospitalizados : estudo longitudinal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Moura, Tayla Gomes de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unb.br/handle/10482/51526
Resumo: Introdução: a hospitalização, em idosos, leva a períodos prolongados de repouso no leito, que podem gerar efeitos negativos nos sistemas do corpo e contribuir para o declínio da capacidade funcional. O desempenho físico da admissão hospitalar tem demonstrado associação com a capacidade funcional da alta hospitalar. Verificar o nível de desempenho físico da admissão hospitalar e as mudanças na capacidade funcional em idosos brasileiros favoreceria a identificação dos idosos em risco de declínio e o gerenciamento desses efeitos negativos. Objetivos: verificar os efeitos da hospitalização na capacidade funcional dos idosos, a influência do desempenho físico da admissão na capacidade funcional da alta hospitalar e as ferramentas capazes de rastrear o declínio dessa capacidade. Métodos: estudo longitudinal prospectivo realizado com indivíduos com idade ≥60 anos internados em um hospital público do Distrito Federal, Brasil, entre julho de 2021 e fevereiro de 2022. A variável independente do estudo foi o desempenho físico avaliado pela Força de Preensão Palmar (FPP) e pela Short Physical Performance Battery (SPPB). As variáveis dependentes do estudo foram a capacidade funcional para as atividades básicas (ABVD) e instrumentais (AIVD) de vida diária e o declínio dessa capacidade, avaliados pelo índice de Katz e pelo questionário de Lawton & Brody. As análises estatísticas foram feitas por meio de medidas descritivas, teste de Wilcoxon, análises de regressão linear e logística e por curvas ROC. Resultados: a análise incluiu 75 participantes com mediana de idade de 71 anos. O declínio da capacidade funcional para ABVD ocorreu em 38,66% da amostra e para AIVD em 78,66%. O desempenho físico na FPP e na SPPB explicou 19,4 [F(1,73)=17,527; p<0,001; R²=0,194] a 25,2% [F(1,73)=24,545; p<0,001; R²=0,252] da capacidade funcional da alta hospitalar. Um ponto a mais na SPPB reduziu em 15,5% (OR=0,845 [IC95% 0,746-0,956], p=0,008) a chance de declínio da capacidade funcional para ABVD, mas não para AIVD (p=0,865). As pontuações de corte alternativas de 21 KgF na FPP e de 5 pontos na SPPB foram preditivas do risco de declínio da capacidade funcional para ABVD. Conclusão: a hospitalização contribui para um declínio significativo da capacidade funcional em idosos brasileiros. Os efeitos negativos da hospitalização na capacidade funcional da alta hospitalar podem ser rastreados precocemente por meio de medidas de avaliação do desempenho físico. O rastreio precoce permitiria a implementação de intervenções precoces, pela equipe multidisciplinar, para redução do risco de declínio da capacidade funcional na alta hospitalar.