Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Lacerda, Taís Luciana |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.unb.br/handle/10482/51525
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Resumo: |
A dor lombar é considerada um sério problema de saúde pública mundial, uma das maiores causas dos anos vividos com deficiência, gerador de altos custos. Uma condição que está entre as principais demandas da Atenção Primária à Saúde (APS), que é preconizada como porta de entrada para o Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil, isto é, a APS atua como coordenadora dos cuidados [1]. Diretrizes clínicas nacionais e internacionais norteiam os cuidados para a dor lombar. A literatura indica a resolução espontânea da dor lombar em quatro semanas, no entanto, muitas pessoas continuam a apresentar sintomas meses depois e seguem utilizando serviços de saúde. Objetivo: Analisar o manejo da dor lombar na APS, caracterizar a população, os recursos em saúde utilizados e o encaminhamento para o fisioterapeuta. Secundariamente, buscamos investigar a frequência e quantidade dos recursos em saúde por esses indivíduos, o custo e a associação com o tempo de encaminhamento ao fisioterapeuta. Método: Dois estudos foram desenvolvidos. O primeiro, um estudo observacional transversal descritivo com informações de todo Brasil. O estudo foi baseado em dados anonimizados cedidoso pelo departamento de atenção básica do Ministério da Saúde referente aos anos de 2019-2020. O segundo estudo, uma coorte histórica com duração de doze meses. Este estudo utilizou dados de uma região de saúde do Distrito Federal através de análise de prontuários eletônicos (e-SUS) referente ao período de 2018 a 2020. Os participantes de ambos estudos foram indivíduos com dor lombar, atendidos na APS. No artigo 2 foram excluídos prontuários de gestantes, pessoas com dificuldade de mobilidade e presença de sinais de alerta. Os pacientes foram estratificados por sexo, idade, ocupação, escolaridade, estado civil, local do atendimento e profissional do atendimento. Para extração da amostra utilizamos os códigos CID-10 (código internacional de doenças - 10° edição) e CIAP-2 (código internacional da atenção primária - 2° edição), relacionados aos distúrbios da coluna lombar como critérios de busca. Em seguida foram investigados os procedimentos realizados e prescritos. Análise descritiva foi realizada em ambos artigos. Para o artigo 2 foram aplicados testes nao-paramétricos e regressão logística. Resultados: Nossos achados demonstraram que o acesso de pessoas com dor lombar ao fisioterapeuta na APS foi reduzido e em parte com longos períodos de espera. As solicitações de exames e encaminhamentos para médicos especialistas foram mais frequentes. Dos casos compartilhados com o fisioterapeuta, 57% foi encaminhamento em menor tempo (precoce: < 90 dias) em ambos estudos. A porçao restante 43% (tardio: > 90 dias) alcançou em média, tempo de encaminhaemento maior que 180 dias. O atendimento do fisioterapeuta como primeiro profissional de contato foi maior do que os encaminhamentos realizados a este profissional em ambos estudos. O estudo 1 mostrou que pessoas atendidas pelo fisioterapeuta como profissional de primeiro contato tiveram menor taxa de solicitações de exames de imagens e consultas com médicos especialistas. O artigo 2 mostrou que o subgrupo de encaminhamento precoce ao fisioterapeuta teve menor custo comparado ao grupo de encaminhamento tardio. Diante dos achados, concluímos que são necessários novos estudos capazes de avaliar a associação entre a dor lombar e o atendimento fisioterapêutico no âmbito da APS, além de avaliar os custos relacionados, de modo a otimizar o processo e mitigar os custos em saúde. Ressaltamos como limitações relevantes do estudo os dados ausentes. |