Luzes na escuridão: Narrativas no cárcere
Ano de defesa: | 2019 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Tocantins
Palmas |
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Educação - PPGE
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
BR
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Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | http://hdl.handle.net/11612/1458 |
Resumo: | Com o intuito de captar a percepção de professoras e alunas quanto à sua realidade educacional, a problemática propulsora desta pesquisa foi compreender como a oferta de educação na Unidade Prisional Feminina (UPF) de Pedro Afonso pode contribuir para a ressocialização das reeducandas. E no desígnio de responder a tal inquietação, delineiam-se os seguintes objetivos específicos: pesquisar os documentos que regulamentam a oferta de educação na prisão de Pedro Afonso, Tocantins e Brasil; conhecer a trajetória escolar das alunas e de suas professoras; e narrar a realidade educacional presente na UPF de Pedro Afonso e suas contribuições para o processo de ressocialização das alunas. O andarilhar metodológico percorrido amparou-se na História Oral Temática, caracterizando a metodologia e os instrumentos de coleta de dados, concebendo a trajetória de cada etapa e apresentando o lócus pesquisado e as protagonistas deste estudo. O corpus da investigação foi composto pelas narrativas de quatro professoras atuantes, exclusivamente, na UPF de Pedro Afonso, e de seis alunas que aceitaram, voluntariamente, participar do processo investigativo. O recorte temporal foi de dezembro de 2018 a março de 2019, período da coleta das entrevistas e da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Por intermédio da sistematização, análise e entrelaçamento dos dados, descortinam-se os resultados desta pesquisa, que sugerem que há uma distância latente entre a legislação e sua prática no cotidiano escolar das prisões do país. Além disso, os resultados também demonstraram as dificuldades encontradas na oferta de educação em espaços de privação de liberdade, devido à ausência de estrutura apropriada para a execução das atividades educacionais, de capacitação às profissionais que lá atuam e de materiais didáticos e pedagógicos. Percebeu-se, também, a necessidade do aparelhamento e ampliação da oferta educacional em todo o sistema penitenciário estadual e nacional, a fim de assegurá-la como um direito fundamental e um meio eficaz na remição da pena e na ressocialização do preso. O estudo ainda destaca que estes lugares de memórias precisam ser discutidos, pesquisados e analisados a partir das narrativas dos sujeitos que neles estão inseridos. Concluiuse que a educação pode impactar vidas dentro e fora da escola intramuros, podendo contribuir diretamente para a ressocialização das alunas, não somente pela elevação da escolaridade, mas também por proporcionar a elas uma chance de alcançar uma vida mais digna em uma sociedade excludente. |