A rede de drenagem e seu significado geomorfológico: anomalias de drenagens e tectônica recente na bacia do rio Formoso, Tocantins
Ano de defesa: | 2016 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Tocantins
Porto Nacional |
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Geografia - PPGG
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
BR
|
Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | http://hdl.handle.net/11612/332 |
Resumo: | O presente trabalho buscou identificar as anomalias de drenagem na bacia hidrográfica do rio Formoso como evidências geomorfológicas de ação tectônica no médio Araguaia. A área de estudo localiza-se na porção sudoeste do estado do Tocantins, estabelecida sobre complexos granulíticos, faixas móveis, e coberturas sedimentares. Para a realização do estudo, fez-se o uso do Geoprocessamento, no armazenamento, tratamento, classificações e análises comparativas e correlativas. A partir da interpretação de imagens de satélite, foi feito a vetorização da rede de drenagem e divisores de águas das bacias e sub-bacias, e a compartimentação regional do relevo via Processamento Digital de Imagens (PDI) com dados do TOPODATA, e a mensuração dos componentes hidrográficos e geomorfológicos. A área de estudo foi segmentada em 36 sub-bacias hidrográficas, com sistemas superiores à 5ª ordem. Os dados levantados indicam que este sistema é de 8ª ordem e que possui uma área de 21.593 km² e uma rede de drenagem com 20.628 km de canais. A classificação do relevo apontou quatro morfoesculturas e onze unidades morfológicas. Foram aplicados os índices morfométricos de Densidade de drenagem (Dd), Densidade hidrográfica (Dh) e Sinuosidade (Is), e os índices geomórficos Fator de Assimetria da Bacia de Drenagem (FABD) e o Fator de Simetria Topográfica Transversal (FSTT). A correlação de Da e Dh indicou uma forte correlação linear entre os índices, onde a densidade de drenagem de toda a bacia é predominante mediana (0,5-1,5 km/km²), com densidade hidrográfica de 0,5 canais/km², que foi considerada muito baixa, o que indica dificuldade de renovação da rede fluvial. Os índices geomórficos apontaram que a bacia hidrográfica do rio Formoso possui 76% de sua área à direita do canal principal (Leste), área que apresenta relevos suavemente ondulados e fortemente ondulados. A aplicação dos índices por sub-bacias revelou forte grau de assimetria dos ribeirões de 5ª ordem Grota da Mata e Água Verde, localizados no baixo curso. Os dados estruturais apontam que a maior parte das falhas estão associadas ao Lineamento Transbrasiliano com eixo SW-NE, e no Lineamento Tocantins no eixo SE-NW. Foram identificados sistemas de falhas transcorrentes com maior destaque no alto curso, falhas extensionais no médio e baixo curso em coberturas cenozóicas, e falhas compressionais imbricadas junto ao contato litológico de rochas neoproterozóicas na Depressão do Médio Araguaia. Foi possível identificar a (re)acomodação dos canais fluviais sobre estes conjuntos estruturais, que condicionam feições de anomalias de drenagem, como o segmentos e trechos retilíneos, capturas fluviais, segmentos com cotovelos de ângulos retos e inflexões abruptas dos canais. Observou-se ainda, extensos trechos sem uma indicação topográfica clara do divisor de águas dos rios Formoso e Javaés sobre as coberturas quaternárias. Destaca-se os condutos anômalos como o Esgoto Caracol entre os Rios Javaés e Formoso, e outro entre o rio Formoso e seu tributário rio Dueré, o que indicou a instauração de capturas fluviais em estágios de evolução distintos. |