Evolução geomorfológica e tectônica da porção norte da Bacia do Amazonas: região do Rio Apuaú (AM)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Nascimento, Mayara Aline Santos Ribeiro do [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/147102
Resumo: A paisagem na Amazônia tem mostrado um quadro geomorfológico evolutivo associado a condicionamentos tectônicos no controle da rede de drenagem, com importantes mudanças nos cursos dos rios associadas a sistemas de falhas no âmbito da Neotectônica. Esta pesquisa compreende o estudo da bacia hidrográfica do rio Apuaú, afluente da margem esquerda do rio Negro na sua porção média, a norte de Manaus, no Estado do Amazonas. Foi subsidiada por estudos estruturais e geomorfológicos apoiados em dados de campo, de sensores remotos e de datação dos depósitos aluvionares. Foram reconhecidos blocos desnivelados do relevo, com rupturas de declive (knickpoints) associadas e controladas por falhas. A rede de drenagem apresenta padrões anômalos dos cursos d’água, capturas, meandros e canais encurvados, alinhamento de canais retilíneos, marcando zonas de juntasou zonas de falhas. Os blocos controlam também a distribuição de terraços, paleoterraços e canais abandonados, e suas datações por LOE apontam para depósitos mais antigos na faixa de 53.000 a 62.200 anos, intermediários na faixa de 20.330 a 23.100 anos, e depósitos atuais. O quadro geológico-estrutural aponta para compartimentos morfotectônicos, controlados por falhas normais e falhas transcorrentes destrais associadas. As falhas normais condicionam blocos rotacionados, a rede de drenagem e a distribuição dos depósitos aluvionares, enquanto as falhas transcorrentes parecem balizar e controlar os blocos na porção norte e leste da bacia hidrográfica. Reconhecidas em campo, as falhas normais formam dois grandes conjuntos, orientados NE-SW a EW e NW-SE, enquanto as falhas transcorrentes destrais predominam com orientação próxima a EW e transcorrentes sinistrais NE-SW. O tratamento das populações de falhas para obtenção de eixos de paleotensões indica um evento distensivo NNW-SSE a NW-SE, interpretado como mais antigo, um evento distensivo NE-SW a EW, ao qual pode ser atribuído o ajuste dos blocos rotacionados, controlados por falhas NW-SE, e um arranjo compressivo NNW-SSE a NW-SE, responsável pelas falhas transcorrentes, ambos mais jovens. A associação entre as falhas transcorrentes destrais EW balizando os blocos abatidos e rotacionados controlados por falhas normais NW-SE promove o rearranjo da rede de drenagem e o ajuste da distribuição das coberturas superficiais, indicando atuação do regime neotectônico, decorrente da interação da Placa Sulamericana com a Placa do Caribe.