Universidade, saúde mental e direitos humanos: uma análise institucional a partir das vivências dos estudantes da Universidade Federal do Tocantins
Ano de defesa: | 2021 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Tocantins
Palmas |
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Prestação Jurisdicional e Direitos Humanos - PPGPJDH
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
BR
|
Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | http://hdl.handle.net/11612/3247 |
Resumo: | O presente estudo propõe uma análise institucional acerca das políticas públicas de promoção de saúde mental na Universidade Federal do Tocantins. A partir da escuta dos estudantes de graduação e do referencial teórico, buscou-se compreender a complexidade do tema saúde mental relacionada aos direitos humanos. Realizou-se, então, uma pesquisa aplicada, exploratória, em campo, adaptada ao contexto da pandemia do novo coronavírus, baseada em referências bibliográficas e de natureza qualitativa. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas, no período entre setembro de 2020 a fevereiro de 2021, mediante a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisas. Os resultados foram analisados com base no enfoque analítico institucional descrito por Baremblitt (2002), observando o fenômeno a partir do sujeito e considerando seu protagonismo diante do contexto social da universidade. A amostra compõe-se de 08 estudantes de cursos de graduação do Campus Universitário de Palmas, regularmente matriculados. Dentre os resultados, destacam-se os relatos que se referem a situações de sofrimento agravadas pelo contexto de pandemia, o perfil dos participantes que confirma o quadro de vulnerabilidades socioeconômicas apontado pelo referencial teórico, bem como uma baixa procura ou adesão dos estudantes para com as ações de promoção e cuidado em saúde mental promovidas no Campus de Palmas. Há ainda, um desencontro entre estudantes, setores e serviços que oferecem acolhimento dentro da universidade, uma vez que ao buscarem tais serviços os estudantes não obtêm retorno, o que denota dificuldades relativas à comunicação entre instituição e comunidade acadêmica, e a falta de delineamento da política de saúde mental da universidade. Visto que, se existe tal política, não está claramente delimitada e acessível. A partir dos resultados, elaborou-se uma cartilha como produto técnico, sobre os temas saúde mental, direitos humanos e serviços de assistência e acolhimento na universidade e na rede pública de saúde. Espera-se que os resultados desta pesquisa contribuam para o aprimoramento das ações voltadas à prevenção do sofrimento psíquico e possam, em alguma medida, proporcionar aos estudantes recursos e orientação para o cuidado em saúde mental em sua trajetória acadêmica, além de estimular a produção de conhecimento científico relacionado a direitos humanos e saúde mental dos estudantes, nas universidades públicas. |