Tempo de permanência de cateteres venosos periféricos e fatores relacionados com a ocorrência de obstrução em adultos internados
Ano de defesa: | 2021 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Instituto de Ciências da Saúde - ICS::Curso de Graduação em Enfermagem Brasil UFTM Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Atenção à Saúde |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://bdtd.uftm.edu.br/handle/123456789/1313 |
Resumo: | Introdução: A terapia intravenosa é realizada frequentemente nos hospitais, 60% dos pacientes necessitam de um cateter venoso periférico para seu tratamento. A permanência deste cateter depende de vários fatores e pode desencadear complicações locais e sistêmicas. Objetivo: Identificar os fatores relacionados à ocorrência de obstrução e o tempo de permanência do cateter venoso periférico em adultos internados. Metodologia: Estudo prospectivo, descritivo, observacional, quantitativo e analítico, com 199 adultos, com 18 anos ou mais, internados em um hospital público. A amostra considerou uma incidência de 53,9% de perda de cateter venoso periférico, uma precisão de 5% e um intervalo de confiança de 95% e uma população finita de 400 participantes. Foi utilizado um instrumento de coleta de dados contendo variáveis sobre o perfil demográfico e clínico dos participantes e avaliação diária da inserção do cateter no paciente. As variáveis foram codificadas e catalogadas (codebook); posteriormente, foram digitadas e validadas em uma planilha do Microsoft Office® do Excel®. Os dados foram exportados e analisados no software IBM® Statistical Package for the Social Sciences® versão 20. As variáveis categóricas foram analisadas por meio de distribuições de frequências absolutas e percentuais, e as quantitativas por medidas de tendência central e variabilidade. Foi realizada análise bivariada para identificar a relação entre as variáveis do estudo, e a Regressão de Cox para avaliar a relação entre as variáveis com o tempo de permanência e obstrução. Resultados: O tempo de permanência do cateter venoso periférico variou entre um a 15 dias. A maioria dos participantes foram homens (n=112/56,3%), brancos (n=91/45,7%) e média de idade de 59,7 anos (DP=15,8). Quanto às comorbidades, Hipertensão Arterial Sistêmica (n=107/53,8%) e Diabetes Mellitus (n=51/25,6%) predominaram. Sobre as variáveis relacionadas ao cateter, 144 (72,4%) não estavam em uso de anticoagulantes orais e a maioria respondeu ter um histórico de punção venosa periférica difícil (n=143/71,9%). Sobre a complexidade assistencial, predominou cuidados mínimos (n=104/52,3%). O antebraço esquerdo (n=67/33, 7%) e a fossa antecubital esquerda (n=42/21, 1%) e os menores calibres (n=108/59,3%) foram os mais observados. Discussão: As mulheres tiveram mais obstrução do que os homens e não houve significância estatística (p=0,186), assim como idosos (p=0,732) e adultos em uso de anticoagulante (p=0,250). Não houve associação dos preditores selecionados para o modelo de regressão de Cox. Conclusão: Os valores encontrados na regressão pela associação dos preditores relacionados a variáveis clínicas e relacionadas ao cateter em adultos na ocorrência de obstrução do cateter venoso periférico não foram significativos. Assim, o cuidado diário e contínuo com a inserção e manutenção são importantes para minimizar os riscos de complicações locais e manter a patência deste dispositivo in situ. |