Efeito do pré-condicionamento isquêmico sobre o desempenho físico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: MAROCOLO, Isabela Coelho Ribeiro
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Instituto de Ciências da Saúde - ICS::Curso de Graduação em Educação Física
Brasil
UFTM
Programa de Pós-Graduação em Educação Física
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://bdtd.uftm.edu.br/handle/tede/359
Resumo: O pré-condicionamento isquêmico (PCI) consiste em curtas séries de isquemia alternadas por reperfusão. Este tem sido investigado como um recurso de proteção aos tecidos para futuros eventos de isquemia prolongada. No desempenho, seja aplicado imediatamente antes à execução do exercício, minutos ou horas depois, o PCI poderia aperfeiçoar o desempenho e/ou acelerar a recuperação. Contudo, os resultados da aplicação do PCI são controversos. Enquanto mostrou-se capaz de melhorar o VO2 em ciclistas não teve efeito sobre a mesma variável em outro estudo com metodologia similar. Foi eficaz para desencadear a melhora no tempo de corrida, a atenuação da subida do lactato, melhora da resistência à fadiga e da carga de trabalho, mas resultados contrários mostraram que PCI foi incapaz de melhorar o desempenho. Discussões sobre o tipo de exercício, tempo de oclusão e intervalo entre a aplicação do PCI e execução do exercício são consideradas. Portanto, o objetivo de nosso estudo foi avaliar o efeito do PCI em dois diferentes tipos de exercícios não antes analisados pela literatura: 1) treinamento resistido e 2) teste intermitente específico. Nos dois estudos o desenho utilizado foi crossover, com os protocolos executados de forma randomizada, sendo as intervenções: Précondicionamento isquêmico (PCI), Placebo (PLACEBO) e Controle (CON). Participaram do primeiro estudo universitários, saudáveis, praticantes de futsal, após serem alocados nos grupos executaram os procedimentos pré-exercício: para PCI os indivíduos mantiveram sentados com um torniquete aplicado à coxa e passaram por quatro séries de cinco minutos de oclusão (pressão de 200 mm Hg) alternados por 5 minutos de reperfusão (0mm Hg), para placebo os indivíduos foram submetidos a uma pseudo oclusão (20mm Hg) alternada por uma pseudo reperfusão (0 mmHg) tendo o ciclo idêntico ao executado no PCI e para CON os indivíduos mantiveram-se sentados passivamente por 40 minutos. Aguardaram sete minutos para execução do Yo-Yo Intermittent Endurance Level 2 (Yo-YoIE2), tendo a frequência cardíaca monitorada durante todo o tempo de teste, percepção subjetiva de esforço (PSE) imediatamente após e lactato dois minutos após a finalização do teste. Para Estudo 2 participaram indivíduos praticantes de treinamento resistido e saudáveis passaram pelos mesmos procedimentos do Estudo 1 previamente ao teste (PCI, PLACEBO e CON) e após 8 minutos os indivíduos realizaram três séries máximas monitoradas de extensão de perna com uma carga de 12RM préestabelecida. Após cada série os indivíduos indicavam a PSE e após quatro minutos do final do exercício foi feita a coleta do lactato. Em conclusão o PCI no primeiro estudo não foi capaz de melhorar o desempenho durante o Yo-Yo IE2. Para o segundo estudo concluiu-se que o desempenho aumentou para o grupo PLACEBO E PCI em comparação ao CON sugerindo um efeito similar desses dois grupos.