Sistemas silvipastoris com fruteiras para recria de bezerros de rebanho leiteiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Giustina, Carolina Della lattes
Orientador(a): Carvalho, Carlos Augusto Brandão de lattes
Banca de defesa: Carvalho, Carlos Augusto Brandao de lattes, Paiva, Adenilson José lattes, Moura, André Morais lattes, Romano, Marcelo Ribeiro lattes, Xavier, Diego Batista lattes
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Zootecnia
Departamento: Instituto de Zootecnia
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/10289
Resumo: A consolidação de sistemas silvipastoris somente é possível quando a interação entre seus componentes é mais complementar que competitiva, assim o objetivo deste trabalho foi avaliar a compatibilidade de consórcios entre fruteiras, pastagem e bezerros de rebanho leiteiro para indicar sistemas silvipastoris que garantam sobrevivência das espécies e desempenho adequado dos animais e das fruteiras nas condições tropicais do Mato Grosso. O experimento foi realizado na Embrapa Agrossilvipastoril, Sinop – MT. Os dados foram coletados entre julho de 2014 e julho de 2018. Foram avaliados cinco sistemas silvipastoris formados pelo consórcio das fruteiras: cajazeira (Spondias mombin), goiabeira vermelha (Psidium guajava) var. Paluma, cajueiro (Anacardium occidentale) var. Embrapa 51 (EMB51) e cajueiro var. CCP76 e aceroleira (Malpighia glabra) var. Sertaneja com o pasto de Tifton-85, sob um delineamento de blocos completos casualisados, com duas repetições, sob lotação contínua. Foram avaliados: crescimento das fruteiras, ambiente luminoso, acúmulo e oferta de forragem, comportamento e desempenho animal e danos às árvores promovidos pelos animais. Os dados foram analisados pelo SAS® e a comparação de médias por PDIFF (P<0,10). A cajazeira foi a fruteira de maior altura (5,4 m), diâmetro de tronco (23,4 cm) e volume de copa (49,3 m³) e, a aceroleira, aquela de menor altura de fuste (0,25 m), perímetro de copa (7,2 m), área de projeção de copa (4,4 m2) e volume de copa (9,2 m³). Maior índice de área foliar (3,3) e interceptação luminosa (89,3%) foram obtidos para a goiabeira. Maiores incidências dos comprimentos de onda da luz solar visível sobre o pasto ocorreram nos períodos de chuva/2015 e seca/2017 e maiores diferenças na relação vermelho/vermelho extremo em 2015. A altura do pasto e o acúmulo de forragem do Tifton-85 foram maiores nos sistemas com aceroleira e cajueiro EMB51 (médias mensais de 18 cm e 442 kg ha-1, respectivamente). Os valores de acúmulo de forragem, de folha e de colmo foram crescentes de fevereiro a março e reduziram a partir de abril/2018. O valor nutritivo da forragem do Tifton-85 variou pouco entre os sistemas. Maior ganho de peso individual dos bezerros ocorreu no sistema com aceroleira (média de 910 g animal-1 dia-1) de janeiro a março/2018 e as taxas de lotação foram crescentes de janeiro a junho (4,5 para 6,6 UA ha-1, respectivamente) e maiores no sistema com cajueiro EMB51 (6,3 UA ha-1). Maior frequência da atividade de alimentação (69%) e menor de ruminação (7%) e ócio (26%) foram observadas no sistema com cajazeira e esta relação foi inversa para a maior parte dos demais sistemas. Maiores frequências de animais em atividade de alimentação foram obtidas no período de chuva (72%) e no turno da tarde (65%). Houve maior frequência de ramoneio no sistema com aceroleira (2%). Os animais ficaram mais à sombra nos sistemas com cajueiros e com goiabeira (33%) e durante o turno da tarde (33%). Nenhuma das fruteiras apresentam características limitantes ao desempenho animal, sendo os cajueiros e a goiabeira indicados. Sistema com cajazeira pode ser indicada com limitação, por não fornecer sombra no período de seca, e sistema com aceroleira não pode ser indicada para a composição de sistemas silvipastoris no norte do Mato Grosso, por ter sua perenidade comprometida