Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2012 |
Autor(a) principal: |
Medeiros Neto, Ciro Franco de |
Orientador(a): |
Sousa, Maria Bernardete Cordeiro de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Psicobiologia
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Departamento: |
Centro de Biociências
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/27557
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Resumo: |
Sabe-se que o estreses é capaz de produzir diversos problemas de sáude nas pessoas e que vários aspectos relacionados ao trabalho podem contribuir na modulação e expressão dos sinais e sintomas relacionados ao estresse. No entanto, existem poucos estudos que abordam a investigação destas relações em trabalhadores brasileiros. Dessa forma, esta tese teve por objetivo investigar a expressão do estresse crônico laboral por meio das respostas fisiológicas (sensibilidade muscular e níveis de cortisol salivar ao despertar) e subjetivas (dor, localização e número de segmentos corporais dolorosos, fadiga, estresse laboral e percebido) e suas relações com os sexos, setores de trabalho e níveis do traço de ansiedade em 46 trabalhadores, que atuavam em uma indústria de calçados da Paraíba, Brasil. A pesquisa se caracterizou por ser do tipo exploratória de corte transversal, avaliando as seguintes variáveis fisiológicas: a dosagem do cortisol pelo método ELISA, a aferição da sensibilidade muscular por meio de um algômetro analógico; para avaliação das variáveis subjetivas foram utilizados: o inventário de ansiedade traço-estado (EET), a escala visual analógica (EVA) para o estresse percebido, o diagrama de Corlett e Bishop. Os dados foram analisados por meio dos testes Kolgomorov-Smimov, Shapiro-Wilks, teste de t de Student e/ou teste U de Mann todos os testes, foi considerado o nível de significância de p<0,05%. Os resultados demonstraram que as pessoas apresentam traço de ansiedade elevado apresentaram maior percepção de fadiga, maior sensibilidade muscular e maior número baixo. Foi constatado também várias correlações positivas entre as variáveis investigadas conforme o gênero, setor de trabalho e nível de ansiedade entre os trabalhadores. Adicionalmente, não foram encontradas associações ou correlações entre os níveis de cortisol ao despertar com as outras variáveis investigadas, possivelmente entre virtude do tamanho da amostra. Neste estudo foi possível considerar que o traço de ansiedade, através dos sinais e sintomas pesquisados, parece estar envolvido no processo de gênese dos sintomas não específicos relacionados ao estresse nesta amostra. Sendo ressaltada a importância de ser considerada está variável em demais pesquisas relacionadas ao estresse laboral, principalmente no sentido deo desenvolvimento de programas de avaliação, tratamento, reabilitação e na prevenção dos efeitos deletérios do estresse crônico laboral da população brasileira. |