O cortisol salivar como biomarcador de estresse no esporte

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Januário, Wederley Alexandre [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/58866
Resumo: A prática de exercício físico desencadeia reações semelhantes à resposta de estresse e, por isso, seus biomarcadores podem ser utilizados para avaliar o efeito do treinamento e de competições sobre o organismo do atleta. Os objetivos deste trabalho foram: (1) verificar se a ingestão de alimentos durante a primeira hora após acordar e a composição desta refeição alteram a Resposta do Cortisol ao Acordar (RCA); e (2) determinar a concentração salivar de cortisol como indicador dos índices de estresse em atletas de biribol. No primeiro estudo a RCA foi avaliada em 16 jogadores de basquete que se mantiveram em jejum ou ingeriram, nos primeiros 30 min após acordar, uma refeição com composição equilibrada de macronutrientes ou com predominância de carboidratos, de proteínas, ou de lipídios. Foram feitas coletas de saliva ao acordar, 30 e 60 min após. Os resultados mostraram que a ingestão de refeição equilibrada, com predominância de carboidratos ou de proteínas não altera a RCA, mas que a refeição rica em lipídios resulta em aumento significativo da RCA. No segundo estudo foi avaliada a concentração salivar de cortisol de 24 praticantes de biribol, antes e após o jogo final de um campeonato. Os resultados mostraram que, mesmo sendo o biribol um esporte com característica recreativa, nos atletas da série A o aumento da concentração salivar de cortisol após jogo foi maior do que aquele apresentado pelos jogadores da série B. Concluímos que o cortisol salivar pode ser usado como parâmetro indicativo de desempenho esportivo, desde que seguidas as orientações para coleta das amostras. Por ser um método não invasivo, tende a se firmar como um teste padrão ouro no esporte e pode ser usado como biomarcador para monitoramento de alterações fisiológicas durante prática esportiva e em repouso. Concluímos também que a ingestão de alimentos no período de coleta das amostras para determinação x da RCA pode ser permitida desde que seja controlada a quantidade de lipídios na refeição.