O uso agrícola do território no Rio Grande do Norte: da agroecologia à agricultura orgânica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Andrade, Vanessa de Cássia Tavares
Orientador(a): Locatel, Celso Donizete
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/27941
Resumo: O território nacional é modificado e transformado pelo Estado, a partir de uma lógica territorial própria, comandada pelos interesses dos agentes hegemônicos, que contribui para a manutenção da hegemonia dos mesmos. Em outras palavras, o Estado garante as condições para que o capital crie e recrie estratégias para sua produção e reprodução ampliada. No atual período, a ciência, a técnica e a informação comandam a produção, o uso dos objetos, direcionam as ações e determinam as normas. Os objetos técnicos adquirem importância central, pois são criados para cumprir funções determinadas, são carregados de intencionalidades. Nesse sentido, a certificação da produção orgânica revela estratégias de agentes hegemônicos voltadas para produção e reprodução ampliada de capitais, de forma seletiva e desigual, através do discurso da preservação ambiental, da defesa das práticas agrícolas agroecológicas. Nesses termos, o trabalho tem como objetivo avaliar os diferentes usos do território do Rio Grande do Norte a partir da agroecologia e da agricultura orgânica, no período técnico-científico-informacional. Refletir como as normatizações impostas pelo Estado, pelas empresas e pelos organismos internacionais dificultam as propostas agroecológicas. Considera-se as normatizações da produção orgânica muito perversas para os agentes não hegemônicos, uma vez que é seletiva, atende a um público consumidor muito seleto e exclui os camponeses sem recursos financeiros suficiente para acatálas. Embora existam experiências exitosas com base agroecológica, muitos produtos disponibilizados no mercado como agroecológicos são, na verdade, produtos orgânicos, identificados pelos consumidores por um selo de certificação. Para avaliar os diferentes usos agrícolas do território do Rio Grande do Norte, foram adotados, como procedimentos metodológicos, a análise bibliográfica, a partir de fontes secundárias e primárias, na qual foram obtidas informações em dados através de entrevistas aos sujeitos envolvidos na problemática em discussão. A análise dos diferentes usos do território do Rio Grande do Norte a partir da agroecologia e da agricultura orgânica colaborou para o entendimento de como o discurso agroecológico tem sido apropriado pelo capital e está sendo mercantilizado por meio da agricultura orgânica, que tem se caracterizado como nicho de expansão do capital.