Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Pereira, Lucas Camilo |
Orientador(a): |
Elsangedy, Hassan Mohamed |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
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Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/52663
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Resumo: |
Introdução: com desenvolvimento de pesquisa cada vez mais multidisciplinares nas últimas décadas na área da fadiga mental (FM), podemos observar a importância de se avaliar a FM em diversos campos. Vivemos em uma época em que as mídias digitais, redes sociais e aplicativos móveis mudaram a forma de como as pessoas se comunicam, e, em um sentido mais amplo, moldaram novos paradigmas de interação. Devido algumas limitações existentes (e.g., dificuldade de inserir o instrumento nas atividades laborais dos participantes; falta de autoadministração) no uso da escala visual analógica (EVA) para o seu uso de maneira ampla, uma possível alternativa para EVA é ser adaptada para o formato digital. Portanto, há uma necessidade do desenvolvimento de ferramenta na qual possa ser viável sua utilização em pesquisas e ambiente clínico. Objetivo: realizar a validade de critério concorrente de uma escala visual digital para avaliação da FM em adultos. Métodos: estudo de corte transversal com a finalidade de estabelecer a validade de critério concorrente de uma escala visual digital para avaliação da FM (EVD-FM) comparada com a escala visual analógica para avaliação da FM (EVA-FM). Um total de 117 participantes de ambos os sexos participaram do estudo; a amostra foi composta principalmente por mulheres (61,5%, n = 72), indivíduos com média de idade entre 30 (±3) anos, com a mediana da massa corporal de 70 (percentis 62,5 – 81,0) quilograma e média da altura de 168 (± 16) centímetros. No primeiro momento, os participantes responderam algumas informações (sexo, idade cronológica, peso corporal, altura e números de filhos). Em seguida foi apresentado um vídeo para ancoragem (familiarização) que explica os aspectos conceituais sobre a FM. Logo após assistirem o vídeo explicativo, eles realizaram a primeira avaliação, na qual a primeira escala a ser utilizada (EVD-FM ou EVA-FM) foi aleatorizada; em seguida, foi realizado o mesmo procedimento para a outra escala. A determinação da validade da EVD-FM tendo como critério a EVA-FM foi estabelecida. Foram calculados o coeficiente de correlação de Pearson a partir de uma regressão linear e o erro típico da estimativa. Complementarmente, foi realizada a análise e disponibizada a representação gráfica de Bland-Altman. Resultados: A validade da EVD foi considerada “Nearly Perfect” (quase perfeito) (r = 0,99, p = 0,001). O erro típico da estimativa foi de 2,33 (IC95% 2,06; 2,67) a.u. O gráfico de Bland-Altman apresenta uma média das diferenças de 0,97 ± 2,36 a.u., com limite de concordância de 95% entre -3,65 a 5,60 a.u. representado a faixa de valores dentro da qual 95% das diferenças são esperadas entre EVA-FM e EVD-FM apresentaram padrão homocedástico, com associação baixa e não significativa (r = 0,14, p = 0,14) estabelecida pela correlação de Pearson. Conclusão: a EVD-FM apresentou validade quando comparada ao EVA-FM para a avaliação da fadiga mental em adultos. Esses resultados são relevantes pois fornecem aplicabilidade para o uso da ferramenta EVA-FM na forma digital, que considerando as vantagens da coleta eletrônica dos dados, viabiliza seu uso em diversos cenários. |