“A gente casa porque nasce!”: um estudo sobre a concepção dos projetos de vida de três gerações de mulheres da Boa Vista dos Negros - Parelhas/RN

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Bonifácio, Maria Angela
Orientador(a): Cavignac, Julie Antoinette
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ANTROPOLOGIA SOCIAL
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/20946
Resumo: A pesquisa analisa as trajetórias individuais de mulheres quilombolas da Boa Vista dos Negros, bairro rural do município de Parelhas - região do Seridó do RN. A opção pelo recorte de gênero, juventude e geração possibilitou o acesso ao universo feminino, à intimidade da casa, às questões relativas ao trabalho e ao entendimento das configurações familiares. O intuito é perceber a existência de projetos individuais a partir das vivências de três gerações de mulheres negras oriundas de dois grupos familiares. Também irei observar como os projetos de vida podem ser elaborados a partir de circunstâncias vivenciadas por estas mulheres. Utilizo como método para desenvolver a pesquisa, a observação do cotidiano, a análise das histórias de vida, entrevistas semiestruturadas, conversas informais e participação em programa de extensão PROEXT/SESU-MEC. As experiências femininas de “trabalho duro no roçado” ou os enfrentamentos na ocasião das relações subalternas travadas no cotidiano como domésticas, geram interrogações sobre as experiências vividas e as estigmatizações sociais produzidas. A relevância do trabalho está em desvelar o universo feminino na ocasião das relações familiares e profissionais, analisar as trajetorias individuais, avaliar os estatutos sociais das mulheres ao longo de suas vidas. O registro das experiências femininas possibilita a descrição do cotidiano quilombola, dos projetos de vida das três gerações de mulheres, bem como a análise das transformações ocorridas nesta comunidade ao longo dos séculos XX-XXI.