Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2015 |
Autor(a) principal: |
Silva, Fernando de Souza |
Orientador(a): |
Simpson, Clelia Albino |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22803
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Resumo: |
O número de pessoas acometidas pela Doença Renal Crônica (DRC) aumenta a cada ano. Dentre as opções terapêuticas, o transplante renal constitui-se a escolha que promove melhor qualidade de vida aos pacientes. O transplante intervivos é uma estratégia muito utilizada, entretanto, não está totalmente esclarecida a repercussão da uninefrectomia na vida dos doadores vivos. Neste estudo buscou-se analisar, mediante a apreensão das narrativas, experiências que marcam a trajetória de vida dos doadores renais, que se submeteram a uninefrectomia com a finalidade de transplante, com o intuito de identificar eventuais interferências da doação na vida dos doadores. Trata-se de uma pesquisa exploratória e descritiva, com uma abordagem qualitativa. Utilizou-se a história oral de vida como método e técnica de apreensão e preparo analítico dos relatos. Foram entrevistados 12 doadores renais por meio da gravação de áudio dos relatos em mídia digital, no qual os colaboradores responderam às seguintes questões norteadoras: Como era sua vida antes da doação renal. Como é sua vida após a doação renal. Realizou-se a análise dos relatos por meio da análise de conteúdo de Bardin, em que os eixos temáticos nortearam as discussões. A pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética em pesquisa do Hospital Universitário Onofre Lopes-UFRN, através da Plataforma Brasil, com CAAE 34804214.1.0000.5292. Foram respeitadas as normas preconizadas pela Resolução Nº 466/12 do Conselho Nacional de Saúde, referente aos aspectos éticos da pesquisa envolvendo seres humanos. Emergiram dos relatos os seguintes eixos temáticos: As motivações para a doação renal, a repercussão da doação renal na vida do doador e a presença divina nos desfechos terapêuticos. Concluimos que os colaboradores não reconhecem a presença de interferências negativas em seu cotidiano após o transplante, ao passo que as repercussões positivas estão latentes nos discursos, principalmente as melhorias na qualidade de vida do doador. Este fato se deve, essencialmente, devido o reconhecimento social da nobreza do ato da doação renal. O círculo de convívio social passa a ver o colaborador como uma pessoa especial, imputando-lhe capacidade inestimável de amar ao próximo. |