Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Silva, Gabriely Azevedo Gonçalo |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA REABILITAÇÃO
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/26184
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Resumo: |
Introdução: Os Testes de Caminhada Incremental (TCI) e de Resistência (TCR) são uma alternativa na avaliação da capacidade funcional de indivíduos com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), mas as respostas fisiológicas produzidas por estes ainda são pouco conhecidas. Objetivo: produzir revisão sistemática para avaliar as respostas fisiológicas antes, durante e após os TCI e TCR, em indivíduos com DPOC. Método: As bases de pesquisas utilizadas para busca foram: Medical Literature Library of Medicine (Medline), Cumulative Index to Nursing and Allied Health (CINAHL), Cochrane Central Register of Controlled Trials (Central), Web of Science e Scopus. Os critérios de inclusão consistiram em: avaliação dos efeitos fisiológicos, participantes ≥18 anos, de ambos os gêneros e diagnosticados com DPOC, publicações em inglês e estudos observacionais ou de intervenção publicados em revistas indexadas. De 4.071 resumos identificados, 15 artigos foram incluídos. A qualidade dos estudos foi avaliada pela Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology (STROBE). Todas as análises foram conduzidas usando o Review Manager, versão 5.2. (Copenhague, The Nordic Cochrane Center, The Cochrane Collaboration, 2008). Resultados: 73% (n=11) dos artigos apresentaram qualidade B e 27% (n=4), qualidade C. Foram avaliados 836 indivíduos com DPOC leve a severa. A maioria dos estudos realizou TCI (2 testes), e as principais respostas fisiológicas foram: a frequência cardíaca pré e pós TCI foi, respectivamente, 86±16 x 103±21 bpm, indicando diferença significativa em relação aos valores basais, a Pressão Arterial Sistólica (136±16 mmHg x 149±22 mmHg - teste 1; 134±19 mmHg x 149±18 mmHg - teste 2), Saturação Periférica de Oxigênio (SpO2) (95,1±1,8% x 86,5±4,8%), (95,6±1,6 x 90,7±5.2%), (95,7± 1,8% x 92,4± 6% - teste 1; 95,1± 1,9% x 91,8± 6% - teste 2) e dispneia (1.1±0.9 x 4,6±2,1 - teste 1; 1,2±1,2 x 5,1±2,2 - teste 2). A Distância Percorrida (DP) avaliada em dois TCI foi 88.2±96.7 m - teste 1 e 102.3±100.4 m - teste 2, com aumento significativo de 14.1±8.4 m no segundo teste. O consumo máximo de oxigênio comparado entre TCI e TCR não apresentou diferenças (17,2±4,7 x 17,4±4,4 ml.kg_1.min_1) e (12,27±0,3 x 12,32±0,3 ml/min), assim como FC (127±14 x 130±15 bpm), SpO2 (88±5 x 88±5 %), dispneia (4,0±1,1 x 4,4±1,7) e fadiga (2,2± 2,2 x 3,0± 2,4). Um estudo avaliou DP no TCI: 338± 102 m e TCR: 384± 193 m; e velocidade (85,9 m/min x 73,4 m/min), mas não realizou comparações. Conclusões: Apenas 15 estudos atingiram os critérios de inclusão e, em sua maioria apresentaram moderada qualidade metodológica, sem grupos controles, randomização, ou cegamento dos pesquisadores, o que compromete a qualidade das pesquisas. Os testes produzem respostas semelhantes, porém o conhecimento das respostas fisiológicas durante os testes é limitado, pois a maioria dos estudos incluídos não avaliam as variáveis pré, durante e após para um melhor efeito de comparação. O TCI é o teste mais utilizado quando comparado ao TCR e não há muitos estudos que comparem as respostas produzidas por estes, dificultando afirmações mais precisas relacionadas aos dois testes. |