Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Gass, Ricardo |
Orientador(a): |
Berton, Danilo Cortozi |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/253183
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Resumo: |
Introdução: Pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) leve apresentam resposta ventilatória exagerada ao exercício, contribuindo para dispneia e intolerância ao exercício. Sabe-se que já nos estágios iniciais da doença (com somente mínimas alterações na espirometria) ocorrem inflamação e disfunção de vias aéreas periféricas, parênquima pulmonar e microvasculatura. Como resultado, anormalidades na troca gasosa e/ou metabólicas, além das alterações na mecânica ventilatória e na função muscular, podem aumentar a demanda ventilatória e contribuir para a dispneia ao esforço. O uso de óxido nítrico inalatório (potente vasodilatador) na DPOC leve durante o exercício produziu um aumento significativo no consumo de oxigênio no pico do exercício, redução na relação ventilação/produção de gás carbônico (V̇E/V̇CO2) e da dispneia. O presente estudo tem como objetivo avaliar os efeitos do sildenafil (em diferentes doses 50 e 100mg) na demanda ventilatória e mecânica respiratória durante o exercício em pacientes com DPOC leve a moderada. Métodos: Estudo randomizado, duplo-cego, no qual foram selecionados pacientes com DPOC leve a moderada e que realizaram, com intervalo mínimo de 48h, dois Testes de Exercício Cardiopulmonar (TECP) incremental 1h após o uso de sildenafil (50 ou 100mg) ou placebo. Nos primeiros 15 pacientes incluídos foi usada dose de 50mg de sildenafil (n=15) após análise preliminar de segurança, foi dobrada a dose (100mg) nos demais 9 pacientes incluídos. Durante o TECP foram avaliadas a demanda ventilatória (V̇E/V̇CO2), a mecânica ventilatória, a eficiência na troca gasosa (gases sanguíneos de sangue arterializado capilar e estimativa da proporção do volume corrente desperdiçada como espaço morto (VD/VT)) e dispneia (escala Borg). Resultados: Incluídos 24 pacientes com DPOC leve a moderada e 11 controles saudáveis. Os pacientes com DPOC apresentaram pior eficiência e mecânica ventilatória, troca gasosa e dispneia durante o exercício em comparação aos controles. A administração de sildenafil (independentemente da dose) não teve efeito sobre V̇E/V̇CO2, VD/VT, mecânica respiratória e dispneia. Os indivíduos que usaram sildenafil apresentaram menor pressão capilar de O2 em repouso (p<0,001), mas essa diferença não se manteve durante o exercício. Conclusão: O uso agudo de sildenafil (independente da dose) não melhorou a demanda ventilatória e a mecânica respiratória durante o exercício em pacientes com DPOC leve a moderada. Consequentemente, não houve melhora na tolerância e percepção de dispneia durante o exercício. |