Cartografia do limite : o espaço livre de uso público e a borda molhada das cidades.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Encarnação, Fabricio Sanz
Orientador(a): Rocha, Eduardo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo
Departamento: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/5355
Resumo: Esta pesquisa de mestrado vem colaborar com a investigação sobre o urbanismo, tratando-se, especialmente, da questão da urbanização dos espaços livres de uso público construídos nos limites das cidades e que fazem contato com a água. Elabora-se uma análise crítica de textos clássicos do urbanismo e de outras disciplinas, como a filosofia e a literatura, juntamente com visitas a algumas orlas urbanas, construídas na atualidade, com o objetivo de realizar uma “Cartografia do Limite” que busca compreender o devir da sociedade contemporânea e a necessidade de bons espaços livres de uso público para garantir uma boa qualidade de vida aos cidadãos. Dois tipos de escritas distintas possibilitam a confecção de mapas contemporâneos que revelam a busca por um agenciamento de autores heterogêneos e investiga a qualidade dos espaços livres de uso público e sua saldável relação entre o homem e a natureza. Uma das escritas seleciona algumas obras literárias, que versaram sobre as maravilhosas sabedorias acerca das cidades, principalmente a respeito dos espaços livres de uso público, com o objetivo de construir uma “Cartografia Literária” que se propõe a investigar questões inerentes ao devir urbano contemporâneo. Vários temas inerentes ao urbanismo contemporâneo, tais como; a dinâmica de crescimento das cidades, a mobilidade, os sentidos humanos, a urbanidade e a preservação da natureza, são transportadas para uma “Cartografia Literária”, que se apropria de ciências estrangeiras, como a filosofia e a literatura, e que busca reconhecer novas possibilidades para o aprofundamento da pesquisa sobre os espaços livres de uso públicos em bordas molhadas, dilatando, assim, o infindável caminho que o urbanista deve percorrer na busca da compreensão do seu tempo. A outra escrita faz visitas a algumas orlas construídas na contemporaneidade, com o objetivo de elaborar uma “Cartografia dos Sentidos”, que explora a conexão entre o meio urbano e a água, relata a experiência de caminhar pelas bordas molhadas de algumas cidades e exalta a relação do homem com o espaço público e a água.