Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Baczinski, Alexandra Vanessa de Moura |
Orientador(a): |
Oliveira, Avelino da Rosa |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Educação
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Departamento: |
Faculdade de Educação
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/7725
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Resumo: |
Este trabalho de tese é parte integrante das pesquisas realizadas no Grupo de Pesquisa Filosofia, Educação e Práxis Social – FEPráxiS, inserido na linha de pesquisa Filosofia e História da Educação, estuda o fenômeno educativo sob o ponto de vista histórico e filosófico, almejando o reconhecimento da prática educativa como uma práxis social emancipadora. Resulta do trabalho de pesquisa que foi desenvolvido em torno da seguinte problemática teórica: quais são os limites e possibilidades da educação escolar brasileira para superar a condição de reprodutora social e promover uma formação omnilateral dos sujeitos, visando ao desenvolvimento máximo de suas potencialidades? Seu objetivo central consiste em destacar os espaços de contradição que possibilitam a concorrência para uma formação omnilateral do ser humano, após análise do contexto atual da educação escolar brasileira. A metodologia utilizada para atingir os objetivos propostos contemplou os pressupostos de uma pesquisa qualitativa, bibliográfica e documental, seguindo o método de investigação do materialismo histórico e dialético. Por meio de um estudo bibliográfico e documental, buscou-se destacar os espaços contraditórios no seio do capitalismo, que possibilitam a superação da formação humana unilateral, abrindo espaço para inaugurar o movimento em prol do desenvolvimento omnilateral do ser humano, mediado pela educação escolar. A exposição do objeto investigado se estrutura em três momentos. Inicialmente são apresentados aspectos da trajetória histórica da educação escolar brasileira, enfocando especialmente os ideais liberais de homem, sociedade e educação que, de modo implícito, determinam a constituição e a organização da escola. O segundo momento contempla uma exposição sistemática acerca do conceito de omnilateralidade enquanto um modelo formativo, buscando sua gênese e seu desenvolvimento na obra de Marx. A seguir, sistematiza-se o conceito de Emancipação Humana, entendido como um estágio máximo de desenvolvimento do ser humano e como uma consequência da formação omnilateral. Por fim, são expostas as contradições que se apresentam na organização escolar brasileira. A complexidade explicitada neste texto visa a demonstrar limites e possibilidades para se avançar na luta contra-hegemônica, apontando a educação escolar como uma instituição cujo papel principal deve ser a formação omnilateral do ser humano, que lhe possibilita a conquista da emancipação, contribuindo, dessa forma, com o fortalecimento do processo para a superação do modo de produção capitalista. |