Uma arqueologia zumbérica: sem ciência negra não há consciência.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Oliveira, Cícero Ney Pereira de
Orientador(a): Carle, Cláudio Baptista
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Antropologia
Departamento: Instituto de Ciências Humanas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/9348
Resumo: A tese propõe novas investigações arqueológicas a partir de conceitos, termos e posicionamentos das epistemologias e metodologias negras, nessa apresentamos o conceito Zumbérico como dispositivo interpretativo das ciências, por entender que este complementa epistemologias pensadas e propostas até o momento, ou seja, amplia as lentes do pesquisador que se dispõe caminhar pelas encruzilhadas das epistemologias negras. Tratamos sobre as contribuições da arqueologia tradicional colonialista, nascimento e desenvolvimento da mesma como ciência e como seus posicionamentos políticos contribuíram para manutenção de uma história única onde epistemes como as do povo negro, não encontram amparo para desenvolver e efetivar seus projetos. O estudo contrastivo, discute conceitos, abandonando alguns e propondo outros que contribuem para uma arqueologia que não se limita a métodos e técnicas, sistematicamente delineadas, mas sim avança através da cosmogonia, das ancestralidades e das lutas sociais onde a representatividade destitui o fetichismo da materialidade. As epistemologias negras são os alicerces deste escrito, caminhos e encruzilhadas para as frentes que decidimos desbravar.