Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2009 |
Autor(a) principal: |
Maria Eloy Zaidan, Alba |
Orientador(a): |
Rosângela Cunha Duarte Coêlho, Maria |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7145
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Resumo: |
O vírus da hepatite B (HBV) está classificado em oito genótipos, A H, com prevalências distintas em diferentes áreas geográficas. As divergências intergenotípicas foram definidas arbitrariamente como uma variação nucleotídica superior a 8% na seqüência completa do genoma viral. Naturalmente são encontradas variantes das regiões pré-S/S, pré-core/C e P. A mutação na região pré-core, G1896A geralmente é descrita em indivíduos portadores de infecções pelo HBV com ausência de HBeAg (antígeno e do vírus da hepatite B) e replicação viral ativa, apesar da presença de anti HBe. Enquanto, que a detecção das mutações na região basal do promotor core (BCP), A1762T e G1764A, independem do perfil HBeAg/anti-HBe. O objetivo deste estudo foi investigar os genótipos e a presença de mutações pré-core G1896A e BCP A1762T e G1764A no HBV, analisando carga viral, perfil HBeAg/anti-HBe e nível sérico de alanina aminotransferase (ALT) em pacientes portadores de infecções pelo HBV. Foi realizado um estudo transversal descritivo envolvendo pacientes encaminhados pelos Centros de Referências em Hepatites Virais do Estado de Alagoas, Brasil, durante o período de setembro de 2006 a abril de 2008. Foram selecionados 119 pacientes com HBsAg e anti-HBc positivos, entre os quais, 2,5% (3) tinham o diagnóstico de hepatite aguda, 69,7% (83) de portador assintomático e 27,8% (33) de hepatite crônica. As amostras de sangue foram submetidas aos procedimentos de extração e amplificação do genoma viral visando o seqüenciamento parcial do gene S e da região pré-core. O DNA HBV foi detectado em 70,6% (84/119) dos pacientes, e os genótipos foram identificados em 95,2% (80/84). O genótipo A em 92,5% (74/80), seguido do genótipo C em 5,0% (4/80) e 1,25% (1/80) para ambos os genótipos D e F. No genótipo A, a presença de timina/citosina na posição 1858 foi identificada em 50% (13/26) das seqüências analisadas, a mutação G1896A em 3,8% (1/26) e as mutações BCP A1762T e G1764A em 52,4% (11/21). A pesquisa demonstrou que o genótipo A foi predominante em Alagoas, Brasil e a maioria das infecções apresentou carga viral reduzida, concentração sérica normal da ALT e soroconversão do HBeAg para anti-HBe, caracterizando a fase residual da infecção crônica pelo HBV. O estudo também revelou a circulação de mutantes pré-core e BCP do genótipo A. As mutações BCP foram detectadas equitativamente nos portadores assintomáticos e com hepatite crônica, independentemente da carga viral e nível sérico de ALT |