Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
QUEIROZ, Tacinara Nogueira de |
Orientador(a): |
RIOS, Luís Felipe |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Psicologia
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/34445
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Resumo: |
O trabalho buscou compreender a dinâmica da sexualidade, na interface com as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), entre jovens de uma escola de Ensino Médio da rede pública de ensino de Pernambuco. A pesquisa teve enfoque etnográfico, viabilizada por meio de observação participante e rodas de conversa. Ela foi norteada por uma abordagem teórica que compreende a sexualidade como construção social e entendeu as TIC como parte de uma rede sociotécnica, formada por humanos e não humanos, os quais foram concebidos como actantes em “territórios” online (os que integram a Internet) e offline (onde ocorrem as interações face a face). Observei que o smartphone intermediava e constituía, junto com redes sociais online (ex. Facebook e Instagram), as interações sexuais. No plano offline da escola, as interações sexuais eram marcadas por sutis seduções, conversas sobre crush (pessoas eroticamente interessantes) e sobre os “perfis” nas redes sociais. As cenas sexuais de maior intimidade ocorriam, sobretudo, mediadas pelos “perfis” nas redes sociais online e em festas offline. Destaco que os “perfis” figuravam como uma inscrição online do si mesmo dos/as jovens, formado por fotografias e narrativas cuidadosamente manipuladas para a apresentação pública. Eles e elas estavam sempre atentos às suas capacidades de exercerem atração erótica, que relacionavam à beleza, bom humor, afinidade nos gostos, caráter e popularidade. Considerando a dimensão online, uma pessoa adicionar como “amigo” um “perfil” portador de muitos “amigos” (online) e de postagens interessantes (interesse esse demonstrado pela alta quantidade de curtidas e comentários positivos) era estratégia para aumentar a sua própria popularidade. Nas festas, as duas dimensões interativas se atualizavam e a ação da atração erótica tinha a chance de atuar mais intensamente. A convergência das duas redes de amigos (online e offline) produz uma “fortificação” das intenções e possibilidades de formar casal, ainda que seja apenas para ficar. De forma mais ampla, concluí que as dimensões online e offline da existência atuam conjuntamente à produção de experiências sexuais dos/as jovens pesquisados. |