Análise da funcionalidade de pacientes sobreviventes a condição crítica após alta imediata da unidade de terapia intensiva

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: SANTOS, Alice Miranda dos
Orientador(a): CAMPOS, Shirley Lima
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Fisioterapia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/40345
Resumo: O avanço tecnológico e o acesso à informação têm impactado positivamente na redução da taxa de mortalidade de pacientes críticos no ambiente de terapia intensiva. Os sobreviventes críticos apresentam múltiplos comprometimentos, associados aos longos períodos de internamento, que se estendem ao pós-alta hospitalar e caracterizam a Post-Intensive Care Syndrome (PICS). As alterações englobam os domínios físico, mental e cognitivo e se apresentam através de sinais, sintomas e graus variados o que torna difícil o diagnóstico e a instituição de protocolos de tratamento adequados. Sendo assim, devido à variabilidade de apresentação e à gravidade dessas alterações, é necessário identificar ferramentas que auxiliem na sistematização da avaliação e no diagnóstico da PICS. O presente estudo teve como objetivo avaliar e descrever o impacto do processo de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) sobre os domínios físicos, mental e cognitivo, bem como, definir as principais variáveis relacionadas à funcionalidade de pacientes sobreviventes a UTI a partir de uma análise de componentes principais (ACP). Trata-se de um estudo transversal, no qual sobreviventes à internação na UTI, com uso prévio de ventilação invasiva ≥ 48 horas foram avaliados após à alta através de uma estratégia de avaliação multidimensional composta por: Espirometria, Ventilometria, Manovacuometria; Dinamometria manual; Medical Research Council (MRC), Índice de Barthel, Escala Perme, Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS), e Mini Exame Pós-Estado Mental (Mini-mental). O teste binomial foi aplicado para comparar as proporções das funções preservadas e reduzidas na amostra. A análise exploratória foi realizada através da ACP, sendo adotadas 13 variáveis oriundas dos 9 instrumentos da avaliação multidimensional. Um total de 30 pacientes (15 homens) com média de idade de 52 anos foram avaliados. Foi observado função reduzida em: capacidade vital forçada (83,3%; p<0,001), pressão inspiratória máxima (60%), Escala Perme (90%, p< 0,001) e Escala Barthel (73%, p< 0,001). O modelo de avaliação por ACP explica 69,4% da variação total para detecção de alteração funcional em 3 componentes principais. Os componentes principais 1, 2 e 3 responderam, respectivamente, por 40,4% (variáveis de desempenho funcional, função pulmonar e força respiratória), 17,1% (predomínio de função mental) e 11,9% (reduzindo as variáveis Handgrip e MRC) da variância explicada. A força de prensão palmar, a capacidade vital lenta, o Medical Research Council e o Mini-mental foram desconsiderados do modelo sintetizado. Pode-se concluir que, em nosso perfil amostral, pacientes sobreviventes ao estado crítico apresentam maiores percentuais de função reduzida respiratória e funcional, sendo apontados a escala Perme e o Índice de Barthel, como as principais ferramentas relacionadas à detecção de alterações funcionais.