Influência das práticas e dos comportamentos parentais nos níveis de atividade física e de tempo de tela de pré-escolares brasileiros: qual a relação com o status de peso e a adiposidade corporal da criança?

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: GONÇALVES, Widjane Sheila Ferreira
Orientador(a): VIANA, Marcelo Tavares
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Ciencias da Saude
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/35606
Resumo: As práticas e os comportamentos dos pais, tais como o suporte parental à atividade física da criança e os níveis de autoeficácia parental para limitar o tempo de tela, podem ser determinantes cruciais para alterar o status de peso e a adiposidade corporal infantil. Neste sentido, objetivou-se analisar as inter-relações entre as práticas e os comportamentos parentais; os comportamentos de saúde da criança quanto ao nível de atividade física e o tempo de tela; e o excesso de peso e a adiposidade corporal em pré-escolares brasileiros. Trata-se de um estudo de corte transversal e analítico com amostras aleatórias. Foram analisadas 318 famílias, mães ou pais – um adulto responsável por cada criança –, e seus respectivos filhos pré-escolares dos sexos feminino ou masculino com idade de três a cinco anos, matriculados em sete Centros de Educação Infantil da rede municipal de ensino da cidade de Caruaru – Pernambuco, Brasil. Por meio de um protocolo estruturado (com a técnica questionário ou entrevista), foram avaliados dados socioeconômicos, práticas de suporte parental à atividade física da criança, autoeficácia parental para limitar o tempo de tela da criança, nível de atividade física e de tempo de tela. Coletou-se, ainda, as medidas tanto antropométricas (peso e estatura - IMC) de pais e crianças quanto de dobras cutâneas tricipital e subescapular (adiposidade corporal) na criança. Na análise estatística, utilizou-se distribuição de probabilidade, média e desvio padrão, teste qui- quadrado, correlação de Pearson, e análises de caminho (path analyses) para avaliar as relações entre as variáveis de atividade física e de tempo de tela entre pais e criança, com p≤0.05. Foi utilizado o programa estatístico IBM SPSS AMOS, versão 25.0 de 2017. Quanto às amostras, a maioria das crianças eram do sexo masculino 57% (183) com média de idade 4.3±0.6 anos e frequentavam a creche em período integral 86% (273). Destes, 34% (110) das crianças de ambos os sexos foram classificadas com excesso de peso e 48% (155) com excesso de adiposidade corporal. As práticas de suporte parental à atividade física da criança foi positivamente associada à atividade física da criança no final de semana (β= 0.14, p=0.05). O tempo de tela dos pais foi positivamente associado ao tempo de tela da criança, seja diretamente (dias de semana= β= 0.27, p<0.001; final de semana= β= 0.24, p<0.001), ou indiretamente através da redução da autoeficácia para limitar o tempo de tela infantil (dias da semana= β= - 0.15, p=0.004; final de semana= β= - 0.16, p=0.004). Após o controle da renda familiar, ocupação parental e IMC dos pais, os maiores níveis de atividade física da criança na semana (IMC= β= - 0.22, p<0.001; adiposidade corporal= β= - 0.23, p<0.001) e fins de semana (IMC= β= -0.10, p=0.05) foram associados a um menor status de peso e/ou a uma menor adiposidade corporal infantil. As práticas de suporte parental à atividade física da criança, o tempo de tela parental e a autoeficácia para limitar o tempo de tela são importantes influências no status de peso e adiposidade corporal em pré-escolares brasileiros.