Identificação de mutações germinativas em pacientes com câncer papilífero familiar de tireoide através de análise de exoma

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Debora Chaves Moraes Ribeiro
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Minas Gerais
Brasil
MEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
Programa de Pós-Graduação em Medicina Molecular
UFMG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/1843/35763
Resumo: O câncer de tireoide é o tumor maligno mais comum do sistema endócrino e representa 2,1% dos diagnósticos de câncer em todo o mundo. O carcinoma papilífero da tireoide (PTC) corresponde a mais de 80% dos casos desse tumor e é predominantemente esporádico. Casos de PTC hereditários consistem em 5%, tendem a ter início mais precoce, além de maiores riscos de metástase e de recorrência. O PTC familiar é uma doença geneticamente heterogênea, cuja patogênese não está associada às variantes observadas no carcinoma papilífero de tireoide esporádico. Assim, ainda permanecem desconhecidas as alterações moleculares associadas à carcinogênese da tireoide na maioria das famílias acometidas pelo PTC. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi determinar a base genética de PTC em três famílias brasileiras (Famílias A, B e C) compostas por dois ou mais parentes de primeiro grau com o fenótipo do tumor de tireoide. Mutações germinativas foram pesquisadas em pelo menos um integrante de cada família utilizando-se o sequenciamento completo do exoma, enquanto o sequenciamento de Sanger foi utilizado para validação das mutações encontradas nos exomas e para genotipagem dos genes candidatos nos outros indivíduos de cada família. Foram identificadas sete variantes que podem estar associadas à suscetibilidade para PTC familiar. Dentre as variantes candidatas, foram observadas duas na Família A (p.D283N no gene ANXA3 e p.Y157S no gene NTN4), uma na Família B (p.G172W no gene SERPINA1), quatro na Família C (p.G188S no gene FKBP10, p.R937C no gene PLEKHG5, p.L32Q no gene P2RX5, e p.Q76* no gene SAPCD1). Essas mutações foram validadas pelo Sequenciamento de Sanger e também estavam presentes nos demais membros das respectivas famílias. Não foram validadas variantes candidatas comuns a todas as famílias. Mais estudos são necessários para a compreensão do papel exato dessas variantes, bem como a avaliação da presença destas mutações em outras famílias com PTC.