Efeitos dos pigmentos exógenos utilizados na pigmentação cutânea e sua interação na produção de mediadores inflamatórios
Ano de defesa: | 2021 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | , |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas: Imunologia e Doenças Infecto-Parasitárias/Genética e Biotecnologia
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Departamento: |
ICB – Instituto de Ciências Biológicas
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | https://doi.org/10.34019/ufjf/di/2021/00373 https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/13765 |
Resumo: | A dermopigmentação é uma técnica que originou-se da tatuagem, sendo esta, uma arte milenar muito utilizada pelos povos orientais para pigmentação cutânea, a partir de pigmentos exógenos de diversas cores. Vem evoluindo de forma satisfatória nas últimas décadas, sendo utilizada tanto para fins estéticos, nas regiões das sobrancelhas, olhos e lábios, por exemplo, quanto para reparação de vitiligo, estrias, aréolas e cicatrizes. Em consequência do aumento da utilização dessas tintas para pigmentação cutânea, se intensificam as preocupações em relação ao potencial inflamatório desses elementos no corpo humano, surgindo a necessidade de conhecer seu comportamento e seus riscos. Assim, o objetivo do presente trabalho foi avaliar os efeitos dos pigmentos exógenos utilizados na pigmentação cutânea e sua interação na produção de mediadores lipídicos. Para isso, foram realizados ensaios para análise da dose/efeito nas concentrações de 1:100, 1:1000 e 1:10000 em macrófagos peritoneais de camundongos C57bl6, estimulados in vitro com o pigmento inorgânico. Verificou-se a viabilidade celular após 24 horas de exposição dos macrófagos ao pigmento e observamos a formação de corpúsculos lipídicos e a síntese de mediadores inflamatórios nos tempos de 2h, 4h, 6h, 8h e 24h. Os dados da avaliação de viabilidade foram submetidos à análise estatística por ANOVA e as médias comparadas por teste Tukey, valores de p<0,05 foram considerados significativos. Os dados obtidos mostraram que o pigmento inorgânico utilizado não é citotóxico para macrófagos peritoneais murinos, onde as 3 doses utilizados apresentaram viabilidade celular acima de 95%. A observação em microscopia de luz de macrófagos peritoneais murinos corados com ORO e Bodipy mostrou a formação de corpúsculos lipídicos nas 3 doses utilizadas, com maior formação na dose de 1:1000. Na análise da morfologia das células com kit panótico observamos que os macrofagos mantiveram sua forma típica e seu núcleo definido após a exposição ao pigmento. Observamos também baixa expressão de citocinas como TNF-α e IL-10. Os dados demonstraram que, o pigmento não apresenta efeito tóxico nas doses utilizadas in vitro, e apresenta um baixo efeito indutor de inflamação, visto que apesar da detecção da formação de corpúsculos lipídicos, a expressão de citocinas pró inflamátorias foi bastante reduzida. |