Efeitos dos pigmentos exógenos utilizados na pigmentação cutânea e sua interação na produção de mediadores inflamatórios

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Lopes, Wbyster Júnio Paiva lattes
Orientador(a): Bizarro, Heloísa D’Avila da Silva lattes
Banca de defesa: Paoli, Flávia de lattes, Silva, Patricia Pacheco da lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas: Imunologia e Doenças Infecto-Parasitárias/Genética e Biotecnologia
Departamento: ICB – Instituto de Ciências Biológicas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://doi.org/10.34019/ufjf/di/2021/00373
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/13765
Resumo: A dermopigmentação é uma técnica que originou-se da tatuagem, sendo esta, uma arte milenar muito utilizada pelos povos orientais para pigmentação cutânea, a partir de pigmentos exógenos de diversas cores. Vem evoluindo de forma satisfatória nas últimas décadas, sendo utilizada tanto para fins estéticos, nas regiões das sobrancelhas, olhos e lábios, por exemplo, quanto para reparação de vitiligo, estrias, aréolas e cicatrizes. Em consequência do aumento da utilização dessas tintas para pigmentação cutânea, se intensificam as preocupações em relação ao potencial inflamatório desses elementos no corpo humano, surgindo a necessidade de conhecer seu comportamento e seus riscos. Assim, o objetivo do presente trabalho foi avaliar os efeitos dos pigmentos exógenos utilizados na pigmentação cutânea e sua interação na produção de mediadores lipídicos. Para isso, foram realizados ensaios para análise da dose/efeito nas concentrações de 1:100, 1:1000 e 1:10000 em macrófagos peritoneais de camundongos C57bl6, estimulados in vitro com o pigmento inorgânico. Verificou-se a viabilidade celular após 24 horas de exposição dos macrófagos ao pigmento e observamos a formação de corpúsculos lipídicos e a síntese de mediadores inflamatórios nos tempos de 2h, 4h, 6h, 8h e 24h. Os dados da avaliação de viabilidade foram submetidos à análise estatística por ANOVA e as médias comparadas por teste Tukey, valores de p<0,05 foram considerados significativos. Os dados obtidos mostraram que o pigmento inorgânico utilizado não é citotóxico para macrófagos peritoneais murinos, onde as 3 doses utilizados apresentaram viabilidade celular acima de 95%. A observação em microscopia de luz de macrófagos peritoneais murinos corados com ORO e Bodipy mostrou a formação de corpúsculos lipídicos nas 3 doses utilizadas, com maior formação na dose de 1:1000. Na análise da morfologia das células com kit panótico observamos que os macrofagos mantiveram sua forma típica e seu núcleo definido após a exposição ao pigmento. Observamos também baixa expressão de citocinas como TNF-α e IL-10. Os dados demonstraram que, o pigmento não apresenta efeito tóxico nas doses utilizadas in vitro, e apresenta um baixo efeito indutor de inflamação, visto que apesar da detecção da formação de corpúsculos lipídicos, a expressão de citocinas pró inflamátorias foi bastante reduzida.