Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Vale, Caroline Almeida do
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Orientador(a): |
Prezoto, Fábio
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Banca de defesa: |
Sant'Anna, Aline Cristina
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Barbosa, Bruno Corrêa
,
Kosmann, Cecília
,
Costa, Maria Clara Nascimento
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Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Ecologia
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Departamento: |
ICB – Instituto de Ciências Biológicas
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/11953
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Resumo: |
Primatas estão entre os animais que mais serão afetados pelas mudanças climáticas. Os macacos do gênero Callithrix, ocorrem em três biomas brasileiros, algumas espécies possuem ocorrência restrita e dependência de um conjunto de variáveis climático/ambientais que só existem em áreas especificas. Este estudo teve como objetivo principal discutir a conservação dos primatas do gênero Callithrix, e o impacto das mudanças e das arboviroses. A tese está formatada em dois capítulos, que possuem como intuito ampliar e auxiliar a discussão dessa temática. O primeiro capítulo teve como objetivo utilizar a modelagem de distribuição potencial para identificar como as mudanças climáticas afetarão as áreas de ocupação dessas espécies no futuro, e identificar áreas onde existem necessidade de criação de unidades de conservação. As espécies que apresentaram maior perda de áreas de adequabilidade foram C. flaviceps e C. kuhlii, seguidos por C. aurita, C. geoffroyi C. jacchus. Os valores da AUC foram entre 0,951 e 0,997, com média de 0,974. No cenário futuro, irão ocorrer mudanças na faixa e nos padrões de distribuição das espécies do gênero Callithrix, sendo que C. flaviceps e C. kuhlii serão as mais afetadas. A espécie C. penicillata foi a que menos sofreu com a perda de áreas de adequabilidade, apesar de ser ligeiramente mais descolocada no futuro em direção à Floresta Atlântica. As áreas de preservação ainda, são poucas e, provavelmente, não serão suficientes para manter as populações dessas espécies a longo prazo. O capítulo dois, teve como objetivo abordar as arboviroses e as mudanças climáticas através de um estudo de caso do surto de febre amarela que ocorreu em Juiz de Fora, MG, entre 2017 e 2018. Nele descrevemos as epizootias relatadas ao Sistema de Vigilância de Epizootias em PNH (Primatas não humanos) em Minas Gerais e Juiz de Fora, entre janeiro de 2017 e dezembro de 2018, e trazemos dados atualizados sobre os números de casos humanos da febre amarela, mortalidade de primatas e cobertura vacinal do município de Juiz de Fora e em Minas Gerais. Juiz de Fora viveu o maior surto, que se tem registro, para febre amarela entre 2017/2018, e teve o maior número de casos humanos em todo o estado. O sistema de vigilância em PNH, permitiu uma rápida resposta do sistema de saúde em Juiz de Fora, evitando mais mortes humanas e diminuindo a expansão da doença. Não se sabe ainda as consequências para as populações de PNH (primatas não humanos) atingidas por essa epidemia de febre amarela. Porém, sabe-se que nos próximos anos se as mudanças climáticas previstas se concretizarem, o risco de reurbanização da febre amarela pode ser ainda maior, por isso ações que visem o combate do vetor Aedes aegypti devem ser contínuas. |