Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Alves Filho, Welson Pimentel |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
https://app.uff.br/riuff/handle/1/13691
|
Resumo: |
O presente estudo tem como objetivo avaliar a infiltração bacteriana e a adaptação na interface implante/pilar-protético (I-P) de 2 intermediários protéticos compatíveis comercializados no Brasil (Implacil de Bortoli e Singular), comparados a componentes originais do sistema Neodent. Também será avaliado se bactérias com características diferentes podem alterar os resultados de infiltração bacteriana. Foram utilizados 42 implantes (Titamax CM, Neodent) que foram divididos em 3 grupos e associados aos seguintes componentes: G1: 14 pilares protéticos Neodent (grupo controle), G2: 14 pilares Singular, e G3: 14 pilares Implacil de Bortoli. Foram preparadas cepas das bactérias Proteus spp, E.Coli e Staphylococcus spp, que foram inseridas diretamente na porção apical dos implantes. Cada um dos pilares foi conectado aos implantes com torque de 32 N.m e foram colocados em tubos de ensaio contendo 5 ml de caldo BHI (brain heart infusion). Para controle dos experimentos e parâmetros, 2 das amostras de cada grupo serviram de controle positivo e outras 2 para controle negativo. Todos os tubos foram armazenados verticalmente em uma incubadora bacteriológica por 15 dias a 37 °C. Os tubos foram monitorados a cada 24 horas para observar evidências de crescimento bacteriano. O teste foi realizado três vezes seguindo os mesmos protocolos, um para cada bactéria. O conjunto de implantes e pilares protéticos (n=10) foi posteriormente fixado com fita dupla face em dispositivo do equipamento de microscopia eletrônica de varredura que permitiu angulação em 30 graus para o conjunto. Foram realizadas imagens da superfície do implante e do pilar protético no aumento de 70 vezes, e as mensurações foram realizadas no aumento de 5000 vezes. Cinco mensurações foram realizadas em cada imagem obtida utilizando software específico. O teste Exato de Fisher foi utilizado para avaliar as diferenças entre os grupos do estudo e com relação as variáveis marca e bactérias (=0,05). Análise de variância e teste de Tukey-Kramer foram utilizados para a comparação estatística dos valores de adaptação que foram encontrados (=0,05). Foi observada diferença estatisticamente significante no número de implantes contaminados entre os grupos (p<0,05), sendo que os implantes do grupo 2 tiveram contaminação em 70% das amostras para a bactéria Proteus spp. Não ocorreram diferenças estatisticamente significantes entre os grupos para as bactérias Stafylococcus spp e E. Coli. Os intermediários protéticos avaliados no Grupo 2 (Singular) apresentaram melhores resultados que os intermediários do Grupo 3 (Implacil de Bortoli) (p<0,05). Não ocorreram diferenças significantes entre os componentes do Grupo 1 (Neodent) e os componentes avaliados nos outros grupos do estudo. Conclui-se, neste estudo, que a variação das bactérias pode interferir nos resultados dos testes e que os componentes compatíveis apresentaram resultados similares aos originais na contaminação bacteriana, exceto quando a bactéria Proteus spp foi utilizada. Também pode-se concluir que os componentes protéticos fabricados por marcas alternativas à fabricante do implante apresentaram adaptação semelhante aos componentes originais na interface implante-pilar protético. |