Plurilinguismo e prática transcultural em escolas alemãs no exterior: políticas curriculares, representações e potencialidades

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Conceição, Robson Carapeto
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/11667
Resumo: Ao redor do mundo, 1291 escolas funcionam com recursos do Ministério de Relações Exteriores da Alemanha em outros países. Entre essas instituições, estão escolas privadas, denominadas “escolas de encontro bicultural” frequentadas por crianças e jovens de classes economicamente privilegiadas, dos quais a maior parte não possui cidadania alemã nem alemão como sua primeira língua. Um dos intuitos desse estudo é examinar a permeabilidade do espaço desse encontro e entre as estruturas internas do mesmo. Outra questão que ocupa posição central nessa investigação é em que medida o modelo de diálogo intercultural previsto por esse projeto político-educacional corresponde às dinâmicas de trocas e reelaborações identitárias que ocorrem organicamente e aos pressupostos do Quadro Europeu de Referência e do plano-diretor estabelecido pela Alemanha (DaF-Rahmenplan) em relação ao desenvolvimento de competências interculturais e plurilíngues. Para tanto, foram adotadas duas frentes principais de análise. A primeira consiste na análise crítica da apresentação do perfil institucional e do plano pedagógico nas homepages de escolas bilíngues alemãs no contexto da América Latina e da União Europeia. Com a ajuda do aparato metodológico selecionado (Chouliaraki/Fairclough 1999; Fairclough 2004), busca-se elucidar as representações sociais e linguísticas manifestadas pelo discurso institucional de escolas no Brasil, na Venezuela e na Romênia, assim como os fatores sociopolíticos que influenciam seus planos curriculares. Paralelamente, foi proposto a professores que lecionam alemão como língua adicional nestas unidades de ensino que mediassem, com o auxílio do pesquisador, o projeto de contato por cartas entre alunos dessas instituições. O projeto de inspiração transcultural (Welsch 2010) consistia no contato por meio da língua em comum, de modo a deslocar o foco de referência tradicionalmente direcionado ao falante nativo para contextos em que o interlocutor é também usuário da língua como L2. As mensagens trocadas possibilitam observar o processo de aproximação e a dinâmica de construção de espaços liminares de interação (Bhabha 2004; Kramsch 2011), além da negociação e reelaboração de signos linguísticos que tornam a língua de encontro mais permeável e mais híbrida. Mayring (2014), Moraes (2003) e Moraes e Galiazzi (2011) oferecem o instrumental para a análise qualitativa das cartas escritas pelos aprendizes participantes do projeto. A partir daí, procuramos caracterizar essa prática comunicativa a fim de oferecer referências empíricas para uma adequação didático-metodológica que visa atender as demandas dessa prática e medir o grau de compatibilidade entre as demandas individuais observadas nos textos e os objetivos estabelecidos pela política educacional da escola para o ensino de alemão