Efeitos da administração de diferentes concentrações de folhas de Ipomoea asarifolia na ração de camundongos e eliminação da toxina tremorgênica pelo leite.
Ano de defesa: | 2013 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Campina Grande
Brasil Centro de Saúde e Tecnologia Rural - CSTR PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA E SAÚDE ANIMAL UFCG |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/25537 |
Resumo: | Ipomoea asarifolia é uma planta tremorgênica, cujo princípio ativo ainda não está determinado e os principais sinais clínicos observados na intoxicação por essa planta em ruminantes são tremores de intenção e incoordenação. O objetivo desse trabalho foi comprovar se I. asarifolia é tremorgênica para camundongos e o seu efeito sobre o equilíbrio, coordenação motora e força muscular e demonstrar se a toxina tremorgênica era eliminada pelo leite. No primeiro estudo, três grupos de camundongos machos adultos da linhagem Swiss receberam ração contendo 0, 20% e 30% de folhas de I. asarifolia por 30 dias. No dia 0 e a cada cinco dias foram mensurados o consumo de ração e água e o peso dos animais, realizando-se também testes na trave elevada, suspensão em fio e rota rod. As alterações no equilíbrio e coordenação motora observadas na trave elevada e no rota rod sugerem que a planta afete o sistema nervoso central. A intoxicação ficou evidente pela diminuição significativa no consumo de água e no peso dos animais e pela mortalidade nos grupos experimentais. Porém tremores musculares não foram observados, o que não justifica a utilização de camundongos machos adultos para estudo do princípio ativo da planta. Para demonstrar se a toxina tremorgênica de I. asarifolia era eliminada pelo leite, três grupos de camundongos fêmeas adultas da linhagem Swiss receberam, imediatamente após o parto e até o desmame, ração contendo 0, 20% e 30% de folhas de I. asarifolia seca. Todas as proles das fêmeas que receberam I. asarifolia apresentaram tremores 2-4 dias após o nascimento. A totalidade dos camundongos da prole das fêmeas que receberam 20% de I. asariflia recuperaram-se 4-7 dias após a desmama e todos os filhotes das fêmeas que receberam 30% da planta na ração morreram antes ou até 2 dias após o desmame ainda apresentando tremores. Conclui-se que o composto tóxico tremorgênico da I. asarifolia é eliminado pelo leite e que camundongos lactentes podem ser utilizados para o estudo do princípio ativo da planta. |