Gênero, geração e raça: uma análise interseccional das trajetórias de militância de mulheres negras jovens feministas.
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Alagoas
Brasil Instituto de Psicologia PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA UFAL |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/42468 |
Resumo: | As mulheres negras jovens feministas que estão inseridas num cenário de disputas políticas na cidade de Maceió estão no centro do debate dessa pesquisa. Trata-se de um estudo que objetiva compreender como as trajetórias de militância dessas jovens foram construídas junto aos movimentos feministas da cidade. Para tanto, os objetivos específicos traçados foram: 1) identificar as aproximações e distanciamentos existentes entre essas trajetórias; 2) entender as concepções de resistência e política construídas por mulheres negras jovens feministas; e, por fim, 3) analisar como as mulheres negras jovens feministas pensam a interseccionalidade de gênero, geração e raça dentro dos espaços políticos que atuam. Para atingir tais objetivos fez se uso da ferramenta de entrevista semiestruturada que junto com as observações realizadas no campo, foram pensadas e analisadas a partir de um viés feminista interseccional, apoiando-se, ainda, em contribuições do feminismo negro, dos saberes localizados e do método do pesquisarCOM. O corpo do material – composto pelas transcrições dos áudios das narrativas – foi examinado a partir de alguns pressupostos orientados pela análise de conteúdo. A partir disso foram construídos três eixos categóricos de análise na discussão dos resultados, são eles: a) trajetórias de militância: aproximações e distanciamentos, que versou sobre os processos de se reconhecer como mulher negra jovem e feminista; b) concepções de política e resistência: sentidos, articulações e afetos, em que foi discutido aspectos que aproximam política e resistência às estratégias de sobrevivência, ao feminismo negro e ao empoderamento; c) gênero, geração e raça: interseccionalidades e feminismos, que se voltou para pensar os limites e potencialidades dos movimentos feministas, questões de representatividade e novas demandas. Esperamos, por meio dessa pesquisa, contribuir para que as tensões e disputas existentes dentro dos movimentos feministas não fiquem alheias aos processos de opressão e exclusão que são resultados das intersecções entre diferentes marcadores sociais da diferença; além disso, queremos também colaborar para o fortalecimento da produção de um debate mais qualificado sobre as experiências das mulheres negras jovens nos campos das ciências. |