“...Todas as maneiras de ser...”: A publicidade audiovisual brasileira com narrativas não-hegemônicas de gênero e diversidade sexual.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: LIMA, Eden Erick Hilario Tenorio de.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Humanidades - CH
PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/17705
Resumo: A publicidade é um elemento muito presente no dia a dia das sociedades capitalistas contemporâneas. Seus conteúdos geralmente fazem uso de representações comuns, chamando a atenção do público através da familiaridade com as simbologias veiculadas. Nesse contexto, é usual que representações de gênero e de orientação sexual sejam apresentadas a partir das noções medianas das/os expectadoras/es, contribuindo para o reforço de normatividades. Contudo, essas representatividades hegemônicas, em alguns momentos, dividem espaço com narrativas de gênero e de diversidade sexual não-hegemônicas – ainda que com menor regularidade. À vista disso, este trabalho se propõe compreender a construção de narrativas de gênero e de diversidade sexual não-hegemônicas, no contexto da publicidade audiovisual brasileira veiculada em TV e/ou meio digital. Para isso, a partir da construção de um banco de dados, composto por anúncios publicitários audiovisuais, construiu-se um corpus amostral a partir da definição dos seguintes eixos: a) empoderamento feminino; b) masculinidades não-hegemônicas; c) relações homoafetivas; d) identidades gênero-divergentes; de onde foram extraídos 12 anúncios, a partir dos seguintes critérios: a) enredo que identifique os anúncios como narrativas não-hegemônicas de gênero e diversidade sexual; b) disponibilidade no Youtube; c) terem sido exibidos em TV ou lançados no Youtube entre 2015 e 2019. O material foi analisado tomando como base os princípios da análise de conteúdo, propostas por Laurence Bardin, com adaptações ao objeto construído, e sob a luz do quadro teórico utilizado. Os resultados apontam para uma utilização das identidades não-hegemônicas, ainda que importante, para a construção de representatividades positivas, de modo superficial no que se refere a um aprofundamento nas causas e pautas dos segmentos populacionais e dos movimentos sociais representados, com forte tendência para uma normatização dessas identidades e sua redução a um nicho de consumo.