Pedagogia da Circularidade Afrocênica: diretrizes metodológicas inspiradas nas ensinagens da tradição do Candomblé Congo-Angola

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Ferreira, Tássio
Orientador(a): Mendonça, Célida Salume
Banca de defesa: Martins, Leda Maria, Dumas, Alexandra Gouvêa, França, Denise Carrascosa, Tugny, Rosângela Pereira
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Escola de Teatro
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/30994
Resumo: A pesquisa reflete sobre os modos de como o pensamento tradicional do Candomblé Congo-Angola e filosofia dos Bantu, a partir de sua estrutura social/política/filosófica/estética/sagrada, podem inspirar poeticamente processos de ensino-aprendizagem das Artes da Cena, no âmbito acadêmico, considerando a circularidade como base conceitual. Desta investigação emergem cinco fundamentos de ensino (de modo integral, circular, corporal, ancestral e místico) os quais subsidiam os processos de ensinagens do terreiro e organizam as diretrizes metodológicas aqui investigadas. O entendimento da pesquisa-encruzilhada, conceito imbricado no referencial epistemológico alinhavado pela abordagem da encruzilhada como operador conceitual, cunhado pela professora Leda Maria Martins (1995), em diálogo com a Pedagogia das Encruzilhadas do professor Luiz Rufino (2018), organizou os modos de pesquisa, envolvendo completamente o pesquisador na investigação, além de ter permitido operações conceituais de grande complexidade. Como ponto de partida, discutirei sobre o processo de ensino-aprendizagem vivenciado por mim e pelos membros do Terreiro Unzó ia Kisimbi ria Maza Nzambi (sediado no município de Simões Filho-Ba), através dos depoimentos das pessoas iniciadas. As vivências que decorrem da circularidade do terreiro me levaram a criação do Projeto de Pesquisa e Extensão Universitária, na Universidade Federal do Sul da Bahia, intitulado Coletivo AFRO(en)CENA. Neste projeto foi possível experimentar conceitualmente a Pedagogia da Circularidade Afrocênica como proposta de formação artística da cena, colidindo ações em níveis de: a) Formação Geral [no âmbito artístico, cultural, histórico e filosófico]; b) Científico [cinco edições da Azuela: poéticas negras em roda]; c) Artístico [experimento cênico: Travessias – ciclos transatlânticos]. Na encruzilhada da pesquisa organizada em ciclos, convoco para o diálogo e adensamento do debate os seguintes autores(as): Barbosa (2016), Cunha Júnior (2002), Lima (2002, 2010, 2011), Machado (2002, 2010, 2017), Martins (1995, 1997), Munanga (2006), Oliveira (2007, 2011), Petit (2015), Rosa (2013), Rufino (2018), Sodré (2017), dentre outros.