Gestão de risco ambiental e climático: uma estrutura analítica para uma gestão resiliente das reservas internacionais pelos bancos centrais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Torinelli, Viviane Helena lattes
Orientador(a): Silva Júnior, Antônio Francisco de Almeida da lattes
Banca de defesa: Silva Júnior, Antônio Francisco de Almeida da lattes, Andrade, Jose Célio Silveira lattes, Felsberg, Annelise Vendramini lattes, Souza, André Luis Rocha de lattes, Faria, Juliano Almeida de lattes
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Núcleo de Pós-Graduação em Administração (NPGA)
Departamento: Escola de Administração
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/35670
Resumo: Fatores ambientais e climáticos são uma fonte de riscos financeiros. Os riscos precisam ser identificados, medidos e gerenciados. Embora a gestão de risco adequada seja essencial para uma gestão de investimento eficiente, a gestão de risco ambiental e climático é um desafio para os investidores, incluindo os bancos centrais, quando atuam como gestores de investimentos. Os bancos centrais estão entre os maiores investidores globais, administrando reservas internacionais que somam trilhões de dólares. As lacunas teóricas e práticas neste assunto foram destacadas pela NGFS, a rede de bancos centrais voltada a um sistema financeiro mais verde. Nesse contexto, o objetivo desta pesquisa foi propor uma estrutura analítica multicritério para gerenciar a exposição a riscos ambientais e climáticos na gestão de reservas internacionais por bancos centrais, sem prejuízo de seus objetivos econômicos e financeiros do gestor. Para atender a esse objetivo, esta tese é baseada em três estudos. Na primeira foram analisados os riscos e proposta uma abordagem para a gestão dos riscos ambientais e climáticos das reservas internacionais. O segundo estudo discutiu a aplicação da abordagem a uma amostra de bancos centrais da América Latina e do Caribe. O terceiro estudo testou a aplicação da abordagem, incluindo otimização de carteira de investimento e análise multiobjetivo. A conclusão é que a análise de riscos ambientais e climáticos deve ser incluída na abordagem tradicional de alocação estratégica de ativos pelos bancos centrais, pelo menos devido à relevância dos riscos ambientais e climáticos aos quais as reservas internacionais estão expostas. Como resultado da abordagem aplicada, com análise multiobjetivo, a gestão das reservas internacionais pode se tornar mais resiliente aos riscos ambientais e climáticos sem prejudicar os objetivos financeiros e econômicos dos bancos centrais. Além disso, essa gestão pode eventualmente compor uma estratégia de impacto positivo no mundo real. Esta tese é relevante para a perspectiva de gestão do investimento das reservas internacionais, para salvaguardar a execução das políticas monetária e cambial utilizando essas reservas e para o possível efeito real da alocação estratégica de ativos.