Antes de me curar cura-te primeiro: mulheres negras, candomblé e práticas de cura na Ilha de Itaparica (1880-1910)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Sandes, Ananda L. lattes
Orientador(a): Aras, Lina Maria Brandão de lattes
Banca de defesa: Caradé, Hildon Oliveira Santiago lattes, Moura, Milton Araújo lattes, Silva, Sandra Maria Cerqueira da lattes, Aras, Lina Maria Brandão de lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) 
Departamento: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41091
Resumo: A presente pesquisa objetiva investigar as práticas de cura conduzida por mulheres negras de Candomblé na Ilha de Itaparica, entre 1880-1910, através do cruzamento de fontes escritas e orais. O período de pós-abolição e início da República foi marcado por mudanças significativas na sociedade baiana, influenciadas também pelos padrões europeus de civilidade. Nesse contexto, as mulheres negras desemprenharam um papel crucial na luta por sua subsistência individual e familiar, estabelecendo redes de solidariedade, afetividade, cuidado e cura. Tais experiências preservaram e reafirmaram politicamente os costumes e tradições culturais herdadas por elas. Para tanto, o estudo adota abordagens teóricas que consideram a experiência social e cultural das mulheres negras nos debates de gênero, raça e classe. Fundamenta-se na análise e cruzamento de fontes escritas do Arquivo Público do Estado da Bahia e Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, assim como fontes orais da Iyalorixá, Ana de Katendê, do terreiro Ilê Oyá Axé Alakayê, em Vera Cruz (BA), a fim de contextualizar socialmente e culturalmente as experiências com as práticas de cura por via da tradição. Logo, pesquisa destaca o papel crucial da oralidade como fonte, direcionando os conhecimento advindos tradição oral no Candomblé, a fim de encontrar metodologias no cruzamento de fontes para enunciar memórias e experiências do povo negro que partem da oralidade, especialmente no contexto pós-abolição.