Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Oliveira, Ana Paula Cândido de
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Orientador(a): |
Ribeiro, Guilherme de Sousa
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Banca de defesa: |
Ribeiro, Guilherme de Sousa
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Santos, Kionna Oliveira Bernardes
,
Feijó, Fernando Ribas
,
Miranda, Samilly Silva
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Saúde, Ambiente e Trabalho (PPGSAT)
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Departamento: |
Faculdade de Medicina da Bahia
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41601
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Resumo: |
Introdução: A capacidade para o trabalho é um constructo subjetivo e se relaciona a demandas físicas, mentais e sociais do trabalhador. Ela pode ter sofrido impactos negativos com as exacerbações sociais e econômicas provocadas pela pandemia de COVID-19, como as mudanças nas condições de trabalho e aumento do desemprego. Embora haja uma ampla discussão sobre os impactos socioeconômicos da pandemia, há uma lacuna em estudos sobre a capacidade para o trabalho em contextos já fragilizados. Identificar os fatores que contribuem para uma capacidade para o trabalho inadequada em contextos vulneráveis e de crise pode orientar políticas e intervenções para melhorar as condições de trabalho e de vida desses grupos, visando a redução da desigualdade. Objetivo: Analisar os fatores associados a capacidade para o trabalho, em um contexto de vulnerabilidade social, durante a pandemia da COVID-19, descrever o cenário laboral em relação aos efeitos da pandemia, que incluiu desemprego, diminuição dos salários e falta de renda e investigar uma possível associação de fatores sociodemográficos, ocupacionais e relacionados à saúde com a capacidade para o trabalho. Metodologia: Estudo transversal, realizado no bairro do Alto das Pombas, Salvador-BA, que incluiu 504 participantes com 16 anos ou mais, sendo 292 trabalhadores. Foram coletados dados sociodemográficos, de saúde, laborais e calculado o Índice de Capacidade de Trabalho (ICT) usando questões que compõe a escala/escore de ICT. A coleta ocorreu no período de fevereiro a junho de 2022. Empregou-se análises multivariadas e um modelo hierarquizado para investigar fatores associados a ICT inadequado, com IC 95%. Resultados: O estudo revelou que a capacidade para o trabalho adequada (84,6%) foi predominante. Nas análises multivariadas, com ajuste para sexo e idade, observou-se que a capacidade para o trabalho inadequada foi mais frequente entre mulheres (RP: 1,89, IC 95%: 1,02 - 3,48), naqueles com autoavaliação de saúde moderada (RP: 5,91; IC 95% 1,45 - 24,05) ou ruim/muito ruim (RP: 21,62; IC 95%: 5,14 - 90,91) e entre os que relataram diabetes (RP: 2,1; IC 95%: 1,13 - 3,9). Trabalhar mais de 40 horas por semana (RP: 0,47; IC 95%: 0,28 – 0,96) foi identificado como um fator protetor contra a capacidade inadequada para o trabalho. Conclusão: O estudo revelou alta prevalência de capacidade adequada para o trabalho, levantando questões sobre se a pandemia selecionou trabalhadores com melhores habilidades ou se o contexto econômico de crise afetou positivamente o ICT. Os resultados ressaltam a complexidade da relação entre capacidade para o trabalho, emprego, renda e fatores socioeconômicos, exigindo análises mais aprofundadas para uma compreensão completa. |