Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2025 |
Autor(a) principal: |
Costa, Matheus Felipe Oliveira
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Orientador(a): |
Vega Sanabria, Guillermo
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Banca de defesa: |
Franch, Mónica Lourdes
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Duque, Tiago
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Moreira, Lucas Maroto
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA)
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Departamento: |
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41480
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Resumo: |
Esta dissertação aborda sexualidades em contextos de prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), sobretudo ao Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Trata-se de uma etnografia com homens usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), na cidade de Salvador -BA, que analisa os usos sociais da PrEP e sua relação com a sexualidade e a bioidentidade de homens usuários. A pesquisa se baseou na interação com nove homens usuários de PrEP, bem como pela análise de discussões em redes sociais. A questão norteadora foi “como a PrEP se relaciona com a sexualidade dos usuários?”. A partir da experiência compartilhada pelos interlocutores, argumento que, com a PrEP, o sexo gay barebacking, ou “no pelo”, torna-se uma possibilidade que transcende fatores anteriormente controlados pelo “dispositivo da AIDS”, como número de parceiros sexuais, formalidade ou não das relações e, principalmente, a sorologia das pessoas envolvidas. Reflito sobre a possibilidade de que a experiência de ser usuário de PrEP produza uma ruptura com estigmas anteriormente associados à sexualidade homossexual. Diferentemente de outras pesquisas, este estudo se preocupa com as práticas sexuais, acompanhando os interlocutores em seu cotidiano, seja no acesso ao sistema de saúde, seja em suas vivências sexuais após o início do uso da PrEP. Esse debate transdisciplinar sobre a relação entre o uso de PrEP e a sexualidade das pessoas contribui para que pesquisadores e profissionais da saúde compreendam as dinâmicas de experimentação das práticas sexuais, promovendo estratégias preventivas mais eficazes, evitando, assim, a obsolescência. |