Estudo de vias de regulação da resposta inflamatória em pacientes com Leishmaniose Cutânea causada por L. braziliensis

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Nascimento, Maurício Teixeira lattes
Orientador(a): Carvalho, Lucas Pedreira de lattes
Banca de defesa: Carvalho, Augusto Marcelino Pedreira de, Pedreira de Carvalho, Lucas, Cardoso, Thiago Marconi de Souza, Borges, Valéria de Matos, Gomes, Daniel Claudio de Oliveira, Antonelli, Lis Ribeiro do Valle
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Pós-Graduação em Ciências da Saúde (POS_CIENCIAS_SAUDE) 
Departamento: Faculdade de Medicina da Bahia
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/39729
Resumo: Pacientes com leishmaniose cutânea (LC) apresentam resposta inflamatória exacerbada associada a danos teciduais e desenvolvimento de úlceras. Nos últimos anos, foram observadas taxas mais elevadas de falha terapêutica ao antimoniato pentavalente, mas a razão subjacente permanece pouco compreendida. Nossa hipótese é que pacientes com LC apresentem uma diminuição dos mecanismos regulatórios, permitindo assim que a inflamação perdure e a úlcera se desenvolva. Os objetivos do presente estudo foi avaliar o papel da sinalização Notch, ativação do PPAR-y pela pioglitazona e as funções da PGE2 na resposta inflamatória de pacientes com LC causada por L. braziliensis. Nós inicialmente descobrimos que a sinalização via receptor Notch 1 protege os pacientes com LC contra a resposta inflamatória patológica, enquanto o composto JLK6, um inibidor seletivo da gama-secretase que não interfere na sinalização de Notch, demonstrou diminuir a resposta inflamatória in vitro, sem alterar a carga parasitária nos monócitos após 72 horas. Posteriormente, mostramos que ativação do PPAR-γ pela pioglitazona, alterou o perfil dos monócitos para M2, diminuiu a resposta inflamatória sem afetar a morte da L. braziliensis por monócitos de pacientes com LC. Por fim, descobrimos que o aumento da COX-2/PGE2 está associado à gravidade da doença e à falha terapêutica na LC. Além disso, a neutralização da COX-2 pelo NS398, um AINE seletivo, aumentou a capacidade dos macrófagos em matar a L. braziliensis, diminuindo assim a produção de citocinas inflamatórias. Juntos esses achados revelam as vantagens de inibir o complexo gamma-secretase com o composto JLK6 sem interferir na sinalização Notch, ativar o PPAR-y com a pioglitazona e inibir a síntese de PGE2 por meio da neutralização da COX-2 com composto NS398. Tornando esses três compostos fortes candidatos à terapia adjuvante da LC.