Padronização do teste cutâneo de leishmanina em cães e sua associação com variáveis clínicas e laboratoriais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Leite, Juliano César Santos
Orientador(a): Santos, Washington Luis Conrado dos
Banca de defesa: Santos, Washington Luis Conrado dos, Souza, Edna Lúcia Santos de, Neves, Carolina Lara, Almeida, Marco Antônio Cardoso de
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Faculdade de Medicina da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/20090
Resumo: O diagnóstico da leishmaniose visceral canina é dado pelo quadro clínico e por testes laboratoriais, sorológicos e parasitológicos. Entretanto, o reconhecimento de infecção dissociada de doença é mais difícil. Nesses casos, a reação em cadeia da polimerase (PCR) e o teste cutâneo da leishmanina (TCL) têm sido usados como indicadores de infecção. Adicionalmente o TCL tem sido utilizado como um marcador de resistência ao desenvolvimento de leishmaniose visceral. Não há, porém, padronização na aplicação ou interpretação dos resultados desse teste em cães. Este é um estudo derivado de um trabalho experimental, que objetivou definir os parâmetros para aplicação e interpretação adequada do TCL em cães no que diz respeito à concentração do antígeno, local da injeção e tempo ideal para leitura do resultado, associando os resultados a variáveis clínicas e laboratoriais. Para tal, foram coletados os dados de 395 cães de Jequié-BA, área endêmica de leishmaniose visceral, entre os anos de 1997 e 2008. Foram excluídos todos os animais que não realizaram teste cutâneo, assim como os que morreram ou fugiram antes de serem avaliados, restando uma população final de 280 animais. Buscamos os registros das áreas de induração do TCL, dados clínicos e resultados de cultura, sorologia, PCR hemograma, e exames de bioquímica sérica. Após análises, foi demonstrado que os melhores parâmetros para realização do TCL são 250 µg de antígeno e leitura da reação 48 horas após aplicação do antígeno. Foram obtidos resultados similares quando o a injeção se deu em áreas de pele espessa e pele fina. TCL positivo mostrou-se associado a menores frequências de soropositividade, emagrecimento e úlceras de pele e a maiores níveis de eritrócitos.